sexta-feira, 29 de abril de 2011

Censo IBGE 2010: dados atualizados.


IBGE atualiza dados e diz que Brasil tem 190.755.799 habitantes.

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Dados preliminares divulgados em 2010 apontavam 190.732.694. População cresce quase 20 vezes em 140 anos, segundo IBGE.

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A população brasileira cresceu, em 138 anos, quase 20 vezes, segundo apontam os resultados do Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, atingimos a marca de 190.755.799 habitantes. Dados preliminares divulgados pelo IBGE em novembro do ano passado apontavam 190.732.694. Em 1872, quando foi realizado o primeiro recenseamento, éramos 9.930.478.

Os dados fazem parte da Sinopse do Censo Demográfico 2010, divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE. O documento, segundo o instituto, apresenta os primeiros resultados definitivos do último recenseamento. Alguns números divulgados preliminarmente em novembro de 2010 foram ajustados, a exemplo do total da população, com a inclusão de estimativas sobre a população dos domicílios considerados fechados durante a coleta de dados.
Os censos demográficos são realizados no Brasil a cada dez anos. Participaram desta edição, segundo o IBGE, cerca de 230 mil recenseadores, supervisores, agentes censitários e analistas censitários. A coleta do Censo 2010 foi realizada entre 1º de agosto e 30 de outubro de 2010.
Desde 1872, o maior índice de crescimento da população brasileira foi registrado na década de 50, quando o Brasil crescia 2,99% ao ano. Isso, de acordo com Fernando Albuquerque, gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais, porque o Brasil registrou o declínio de mortalidade após a Segunda Guerra Mundial, em 1945 e manteve altos os níveis de fecundidade.


Albuquerque explica ainda que a fecundidade só começa a declinar no início dos anos 60. "Com isso, há diminuição da taxa de crescimento. Já o declínio de fecundidade se acentua no início dos anos 80", afirma.
População por cor ou raça
Além da Sinopse com dados definitivos do Censo 2010, o IBGE divulgou, também nesta sexta-feira, resultados preliminares do Universo do Censo Demográfico 2010. Segundo o levantamento, o Brasil tem mais de 91 milhões de pessoas que se declaram brancas; 82,2 milhões que se  declaram pardas (veja gráfico ao lado).
A maioria da população branca prevalece entre a população urbana, segundo o IBGE (80.212.529 do total de 160.925.792). Já entre a população rural (29.830.007), 16,1 milhões se declaram pardos.
Crescimento populacional
Apesar do crescimento significativo da população em quase 140 anos, entre 2000 e 2010 o Brasil registrou crescimento médio anual de 1,17% - a menor taxa observada na série. No período, as maiores taxas de crescimento foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%).
As dez Unidades da Federação que mais aumentaram suas populações se encontram nessas regiões: Amapá (3,45%), Roraima (3,34%), Acre (2,78%), Distrito Federal (2,28%), Amazonas (2,16%), Pará (2,04%), Mato Grosso (1,94%), Goiás (1,84%), Tocantins (1,80%) e Mato Grosso do Sul (1,66%). De acordo com o IBGE, a componente migratória contribuiu significativamente para esse crescimento.
Dentre as outras três grandes regiões, a Unidade da Federação que mais cresceu, segundo o IBGE, foi Santa Catarina (1,55%), influenciada pelo alto crescimento de Florianópolis e seu entorno, além das regiões de Tijucas, Itajaí, Blumenau e Joinville, todas no leste do estado.
As regiões Nordeste e Sudeste apresentaram um crescimento populacional semelhante, de pouco mais de 1% ao ano, ainda que esta última tenha apresentado uma queda mais pronunciada, quando comparada com a taxa de crescimento entre os censos de 1991 e 2000.
A Região Sul, que desde o Censo Demográfico 1970 vinha apresentando crescimento anual de cerca de 1,4%, foi a que menos cresceu (com taxa de 0,87%), tendo sido influenciada pelas baixas taxas observadas nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, de 0,49% e 0,89%, respectivamente.
Em 2000, o ranking de estados mais populosos era formado, segundo o IBGE, por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Bahia, Paraná, Ceará e Rio Grande do Sul. Em 2010, o ranking passou a ser formado por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Ceará, Goiás, Bahia e Maranhão (o Rio Grande do Sul passou a ocupar a 15ª posição).


Fonte G1: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/04/ibge-atualiza-dados-do-censo-e-diz-que-brasil-tem-190755799-habitantes.html
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.





terça-feira, 19 de abril de 2011

Grande São Paulo: inversão do fluxo do êxodo de migrantes.

Grande São Paulo registra êxodo de migrantes de 2000 a 2010

SÃO PAULO - Tradicional centro de atração de migrantes, a região metropolitana de São Paulo registrou um êxodo migratório na primeira década deste século. De 2000 a 2010, o número de pessoas que saíram da Grande São Paulo é maior do que o das que chegaram. Nesse período, deixaram a região 303 mil pessoas a mais do que o total das que se estabeleceram, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa SP Demográfico cruza taxas de natalidade e mortalidade com os primeiros dados do Censo 2010, já disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir desses números, já é possível saber se a população de alguns locais do país cresceu e se esse crescimento foi causado pelo nascimento de pessoas ou pela chegada de migrantes.
Na região metropolitana de São Paulo, a população cresceu 0,98% de 2000 a 2010, segundo a pesquisa. Isso foi causado pelo crescimento vegetativo da população (diferença entre os nascimentos e as mortes), já que o saldo migratório desse período foi negativo para a região: -30,3 mil pessoas por ano.
Esse número corresponde a uma taxa de migração de -1,62 para cada mil habitantes da Grande São Paulo. No caso da capital paulista, mais especificamente, a taxa de migração é ainda mais baixa: -3,03.
O resultado da Grande São Paulo impactou também no fluxo migratório de todo o estado de São Paulo. Na primeira década do século 21, apesar de o saldo de migrantes ter sido positivo no estado, ele caiu 67% na comparação com o registrado de 1991 a 2000.
De 2000 a 2010 chegaram no estado, por ano, 47,9 mil pessoas a mais do que saíram. Já de 1991 a 2000, o saldo migratório anual foi de 147 mil.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Muller.



terça-feira, 12 de abril de 2011

Entenda a crise na Costa do Marfim

Entenda a crise na Costa do Marfim

Impasse começou por recusa de Gbagbo de deixar o poder, apesar de derrotado nas eleições.

ABIDJÃ - Forças leais a Alassane Ouattara estão na maior cidade da Costa do Marfim, Abidjã, onde Laurent Gbagbo permaneceu refugiado até esta segunda-feira, 11, quando foi preso. Apesar de a ONU dizer que ele perdeu as eleições do ano passado no país, Gbagbo se recusava a deixar o poder, o que gerou os conflitos. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau.

O que está em jogo?


Poder. Laurent Gbagbo se recusou a deixar o cargo de presidente mesmo com a ONU, que ajudou a organizar as eleições de novembro, tendo afirmado que ele perdeu e Alassane Ouattara foi o vencedor. Gbagbo acusou a França, país que colonizou a Costa do Marfim, de tentar usar sua influencia na ONU para tirá-lo do poder e ter vantagens econômicas, mas os argumentos não foram aceitos.

 

Analistas dizem que raramente viram unanimidade como a observada na comunidade internacional após as eleições. União Africana (UA), ONU e o organismo dos países da África ocidental, Ecowas, pediram pela saída de Gbagbo e impuseram sanções para forçar a transferência de poder. A UA deu um prazo até 24 de março para a saída de Gbagbo, o que não foi respeitado. Poucos dias depois, forças de Outtara, vindas do norte do país, entraram na cidade de Abidjan.

Qual o nível de violência das batalhas?


É difícil dizer já que a maioria ocorreu em áreas remotas, mas o rápido avanço das tropas pró-Outtara sugere que ocorreu pouca resistência. Ocorreram, no entanto, vários choques violentos e assassinatos em Abidjã nos últimos três meses. A ONU acusou as forças de Gbagbo de atacar áreas consideradas simpatizantes de Outtara. Um grupo pró-Outtara em Abidjã é acusado de assassinar simpatizantes de Gbagbo.
A entidade diz que quase 500 pessoas foram mortas e um milhão teriam sido obrigados a deixar suas casas. Agências humanitárias dizem que mais de mil pessoas foram mortas no país na violência que se seguiu às eleições presidenciais de novembro. Muitos têm pouco acesso a comida ou abrigo e vêm vivendo em situação precária.

O que acontece agora?

No momento, parece que os dias de Gbagbo no poder estão contados, embora ele siga refugiado na residência presidencial e se recuse a deixar o poder.
O Tribunal Internacional Penal analisa a possibilidade de que tenham ocorrido crimes contra a humanidade. Por isso, Gbagbo pode evitar fugir para algum país ocidental de onde seria extraditado, tendendo a permanecer em alguma nação africana.
Ele sempre foi aliado próximo do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos e analistas acreditam que o país poderia ser um destino natural.

Qual o pano de fundo?


Há uma década, a Costa do Marfim era considerada um país pacífico e próspero da África ocidental. Mas a nação sempre teve profundas divisões étnicas, religiosas e econômicas. Sua indústria de cacau proporcionava um padrão de vida melhor do que em outras nações africanas, portanto imigrantes de alguns dos países mais pobres do mundo, como Mali e Burkina Faso, foram atraídos para lá. Alguns desses imigrantes compartilhavam laços étnicos com habitantes do norte da Costa do Marfim, incluindo o islamismo.
Muitos dos habitantes do sul, estimulados por políticos populistas, passaram a se ressentir dos estrangeiros e dos moradores do norte.

Qual foi a reação dos habitantes do norte?


Eles reclamaram de discriminação. O muçulmano Outtara, mesmo tendo sido premiê no passado, foi impedido de concorrer em eleições presidenciais anteriores sob a alegação de que seus pais teriam vindo de Burkina Faso,
Muitos habitantes do norte tinham ainda grandes dificuldades em conseguir documentos de identidade ou o direito ao voto. Em 2002, alguns soldados do norte do país abandonaram o Exército e marcharam rumo a Abidjã. Eles estavam prestes a tomar o país quando foram impedidos por soldados franceses e cerca de nove mil tropas de paz da ONU. O país foi então dividido entre norte e o sul, divisão que as eleições deveriam sepultar. Mas o pleito acentuou as divisões, embora pareça que estas devam chegar ao fim em breve.

Abraços e bons estudos,

Professor Fernando Müller.

Japão eleva ao máximo nível do desastre nuclear em Fukushima

Japão eleva ao máximo nível do desastre nuclear em Fukushima

Nível passou de 5 a 7, informou a Agência de Segurança Nuclear do Japão.
Com isso, acidente em Fukushima se iguala ao de Chernobyl, em 1986.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou, nesta terça-feira (12), o nível do desastre nuclear na central atômica de Fukushima Daiichi de 5 ao máximo 7, e confirmou que a usina lançou uma quantidade enorme de substâncias radioativas na atmosfera durante um período após os desastres naturais que atingiram o país em 11 de março, deixando mais de 13 mil mortos.

Com a nova avaliação dos japoneses, o acidente em Fukushima se igualaria ao de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
De acordo com a agência, o índice reflete a gravidade inicial do acidente e não o momento atual. Segundo o governo japonês, caíram drasticamente os níveis de radiação no complexo. O Japão admite ainda que se esforça para recuperar o controle total do complexo.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou, em Viena, Áustria, o alerta da Agência de Segurança Nuclear do Japão sobre a gravidade do acidente em Fukushima.
Por meio de comunicado, informou que o nível do desastre atingiu qualificação máxima: 7, na Escala Internacional Nuclear (INES).
Anteriormente, a agência de notícias local Kyodo informou que a Comissão de Segurança Nuclear do governo estimou que a quantidade de material radioativo que vazou dos reatores de Fukushima chegou ao máximo de 10.000 terabequerels por hora em um determinado ponto por diversas horas, o que classificaria o incidente como um grande acidente, de acordo com a escala internacional de intensidade Ines.
O Japão já tinha classificado o acidente nos reatores operados pela Tokyo Electric Power Co (Tepco), cujos engenheiros ainda tentam estabilizar a usina, como nível 5, o mesmo estabelecido no acidente de 1979 em Three Mile Island, nos Estados Unidos.
Em 11 de março, um terremoto de magnitude 9 seguido por um tsunami danificou os reatores do complexo nuclear Fukushima Daiichi, que desde então tem sofrido com vazamentos radioativos.
China
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse ao premiê japonês, Naoto Kan, que estava 'preocupado' com a emissão de radiação ao oceano e pediu ao governo japonês que considere 'muito seriamente' o impacto do vazamento nuclear no ambiente marinho e nos países vizinhos.
Os comentários de Wen, publicados no site oficial do governo, ressaltam as preocupações da China com a crise nuclear no Japão, especialmente depois de o país ter despejado água radioativa no mar.
'O governo e o povo chinês expressam sua preocupação com isso, e pedem ao governo japonês para que dê alta importância ao impacto dessa questão no ambiente marítimo e principalmente nos países vizinhos, cumpra rigorosamente com a lei internacional referente ao assunto e tome medidas efetivas de controle e prevenção, além de informar imediatamente, de forma compreensiva e precisa, sobre a situação à China', disse Wen em comunicado.
Wen disse que o primeiro-ministro japonês havia 'lamentado' o acidente nuclear e garantiu ao premiê chinês que o Japão iria divulgar informações rápidas e precisas sobre o acidente.



Abraços e bons estudos,

Professor Fernando Müller.

sábado, 2 de abril de 2011

O Bom inicio do Governo Dilma Roussef

Com uma exceção - a recusa da presidente Dilma Rousseff a se engajar, pelo menos no início do seu mandato, na promoção inevitavelmente onerosa de reformas estruturais, como a da Previdência e do sistema político -, a linha geral do novo governo parece apontar para a direção certa. Anunciadas na primeira reunião ministerial, que se alongou por quatro horas na última sexta-feira, as intenções da presidente representam, em alguns casos, uma virada de página em relação ao passado recente.
Um chefe de governo claramente empenhado em manter sob o seu controle as agências reguladoras dos setores estratégicos da atividade, por exemplo, é sucedido por uma defensora assumida da autonomia dessas entidades, para não serem capturadas nem pelos interesses econômicos nem pela fisiologia ou o preconceito ideológico. No lugar de um presidente sempre pronto a ceder às pressões dos aliados para nomear afilhados de caciques políticos para o cobiçado segundo escalão da administração direta e indireta, emerge uma governante que afirma dar prioridade ao currículo técnico dos eventuais candidatos e não apenas ao poderio de seus patrocinadores.
"Eficiência e ética são faces da mesma moeda", ensinou Dilma aos 37 membros de sua equipe. É bem verdade que ela tem no seu passivo ter dado corda a quem viria a substituí-la no comando da Casa Civil, com as consequências de todos conhecidas, a sua auxiliar mais próxima, Erenice Guerra. Foi igualmente constrangedor vê-las confraternizando na festa da posse no Planalto. Mas conceda-se à nova presidente o benefício da dúvida, tomando pelo valor de face as suas promessas - e advertências - de rigor ético. É animadora a associação que ela fez entre a retidão de conduta dos agentes públicos e a qualidade do seu desempenho, embora não haja necessariamente uma relação de causa e efeito entre as duas coisas (afinal, pode-se ser honesto e incompetente). Valeu como sinalização.
Já antes da reunião ministerial se atribuiu a Dilma uma frase sintomática de sua percepção do nexo entre a corrupção e as facilidades proporcionadas aos corruptos em potencial pelas deficiências da própria máquina administrativa, os proverbiais ralos por onde escorrem os recursos públicos. "Não quero a virtude dos homens, mas a das instituições", teria dito. A virtude gerencial dos homens e mulheres da presidente terá o seu primeiro teste na definição dos programas e projetos prioritários de cada Pasta - a sua "lição de casa" inaugural - sob o guante dos cortes da ordem de R$ 40 bilhões nos gastos do Executivo, determinados por Dilma. A partir de 4 de fevereiro, quando os ministros terão dito a que vieram, a tesoura começará a cortar.
Embora o titular da Fazenda, Guido Mantega, tenha inventado um eufemismo - "consolidação fiscal" - para evitar o termo apropriado, "ajuste", ele avisou aos colegas que o governo espera que levem a sério o "esforço duro" cobrado pela presidente. A nova palavra de ordem, diz a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, é "fazer mais com menos". Para economizar também tempo, Dilma dividiu o Gabinete em quatro grupos, pelo critério de afinidade: desenvolvimento econômico; infraestrutura; erradicação da miséria; e direitos humanos; coordenados, respectivamente, por Mantega, Belchior, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Os dois primeiros e, naturalmente, o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, terão assento em todos os grupos.
A preocupação da presidente com ações palpáveis em época de contenção acentuada de despesas contrasta com a sua relutância em aproveitar o patrimônio herdado das urnas para afinal regulamentar a legislação sobre a aposentadoria do funcionalismo e avançar na integração geral do sistema - ainda que para alcançar apenas os futuros participantes do mercado de trabalho. Assim como nesse caso, delegar ao Congresso a reforma política, sob uma atitude de negligência benigna, é garantia de que tudo continuará tal e qual. O zelo administrativo evidenciado por Dilma não a exime da coragem de ousar. É o que transforma os gestores em estadistas.
Bons estudos,

Professor Fernando Muller.

Otan assume o comando das operações militares na Líbia

Por Philip Pullella e Justyna Pawlak

NÁPOLES/BRUXELAS (Reuters) - A Otan anunciou ter assumido "consistentemente" nesta quinta-feira pleno comando das operações militares na Líbia e alertou os combatentes em terra para que não ataquem os civis.
A Otan concordou no domingo em assumir as operações que estavam a cargo de uma coalizão de países liderados pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. A decisão deixa a aliança integrada por 28 Estados com a responsabilidade de realizar os ataques aéreos contra a infraestrutura militar do líder líbio, Muamar Gaddafi, de policiar a zona de exclusão aérea sobre o país e o embargo de venda de armas.
"A transição foi consistente, sem fissuras", disse a repórteres o general canadense Charles Bouchard, comandante das operações da Otan na Líbia, em entrevista em Nápoles, a sede da aliança no sul europeu.
"A Otan é integralmente responsável", completou ele.
Desde que a Otan assumiu o controle, às 3h de Brasília, sua aviação realizou mais de 90 voos. A aliança tem mais de 100 jatos de combate e aviões de apoio à sua disposição, bem como dezenas de fragatas para controlar o Mediterrâneo, declarou ele.
No entanto, apesar de quase duas semanas de ataques aéreos do Ocidente, as tropas de Gaddafi foram bem-sucedidas nos últimos dias nas suas investidas para forçar o recuo dos rebeldes, que tentavam ganham espaço rumo ao oeste, partindo de seu reduto de Benghazi, no leste, rumo à capital, Trípoli.
Bouchard afirmou: "Eu gostaria de dar os últimos alertas para aqueles que estão agindo contra a população civil nos centros civis: vocês serão desaconselhados a continuar com tais atividades. Recomendo que cessem essas atividades."
A zona de exclusão aérea foi imposta por um mandado da ONU que autoriza "todas as medidas necessárias" para proteger civis de ataque das forças de Gaddafi.
Os líderes da Otan dizem que os planos da aliança preveem uma operação de 90 dias, mas o cronograma vai depender das Nações Unidas.
A Otan também disse que está levando a sério, e investigando, uma queixa do Vaticano sobre vítimas civis nos ataques aéreos do Ocidente na Líbia. Um alto funcionário do Vaticano na capital Líbia afirmou que pelo menos 40 civis foram mortos em Trípoli, citando fontes confiáveis que estão em contato próximo com moradores da cidade.
As potencies ocidentais dizem não ter evidências confirmadas de vítimas entre os civis.

Bons estudos,

Professor Fernando Muller.