Veja os dados do PNAD e links anexos:
http://economia.estadao.com.br/especiais/veja-os-principais-numeros-da-pnad-2009,117839.htm
Abraços,
Professor Fernando Müller.
Blog criado pelo professor FERNANDO MÜLLER para orientar alunos e pessoas interessadas na aprovação em concursos públicos nas disciplinas de Atualidades, Conhecimentos Contemporâneos e Conjuntura, Estrutura e Previdência. Dedicado a pessoas dispostas a tirarem suas dúvidas, debaterem idéias e apresentar sugestões. Homens e mulheres interessados em superarem suas dúvidas e medos, fazendo da vitória nos concursos um estilo de vida, a vida de quem vence porque enfrenta os desafios.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
''O poder dos EUA está se reduzindo''
A perda de influência e poder dos EUA no mundo atual
Entrevista: Michael Mandelbaum, professor da Universidade Johns Hopkins (Fonte: Estadão).
Sob o peso de uma dívida pública de US$ 14 trilhões e de um déficit fiscal de US$ 1,3 bilhão, os EUA não serão mais a mesma superpotência das sete décadas passadas. As ações militares e diplomáticas diminuirão, por resistência dos contribuintes americanos em pagar a conta. Regiões que precisam de apoio direto de Washington para construir suas instituições - da Líbia ao Haiti, do Afeganistão ao Iraque - mergulharão na "desordem".
A previsão sombria é de Michael Mandelbaum, professor de política externa americana da Universidade Johns Hopkins. Segundo ele, porém, mesmo com o aparente declínio americano, nenhuma outra potência alcançará os Estados Unidos nas próximas décadas. A seguir, trechos da entrevista.
Os Estados Unidos não têm hoje o mesmo peso em foros internacionais como no pós-2ª Guerra. Qual é o seu real poder?
Os Estados Unidos continuam a ser o país mais poderoso e importante do mundo. Mas, haverá uma contração do poder americano nos próximos anos por causa do peso maior dos programas de assistência e previdência social no orçamento do país. A geração do baby boom, americanos nascidos entre 1946 e 1964, começou a se aposentar. Os EUA serão obrigados a conduzir uma política externa com gastos menores. E não há outro país interessado em assumir o papel dos EUA no mundo, mesmo de forma complementar.
A China seria uma alternativa aos EUA?
A China não se tornará uma superpotência, como os EUA. Primeiro, a China é ainda um país muito pobre. Cresceu muito, mas a renda per capita continua muito baixa e há centenas de milhões de pessoas pobres no país. O foco de qualquer governo chinês estará sempre no espaço doméstico, no crescimento econômico interno, não na projeção de seu poder no mundo. Segundo, a China não assume responsabilidades no sistema internacional. Terceiro, os países do Leste Asiático suspeitam da China e preferirão contar com os EUA.
Outros emergentes não podem tocar essa agenda?
O Brasil se tornará mais importante na América Latina e no Caribe. A Índia, no Sul da Ásia. Para carregarem as tarefas atuais no mundo, não vejo nenhum outro substituto.
A redução do orçamento dos EUA em defesa e diplomacia levará a que tipo de mudança? O que é descartável na atual política externa?
As áreas vitais são o Leste da Ásia, o Oriente Médio e a Europa - as mesmas do período da Guerra Fria. A política de construção de nação conduzida desde o final da Guerra Fria - Bósnia, Kosovo, Haiti e Somália - não será repetida.
Por pressão doméstica ou outras razões?
Porque os EUA constataram que essas intervenções são muito custosas. Talvez sejam desejáveis, mas não são mais viáveis.
E em relação a países como Egito, Tunísia e Líbia. Os EUA podem se dar ao luxo de negar essa ajuda?
Eu acredito que os EUA podem e vão negar. E, com isso, não creio que a imagem do país como líder mundial sofrerá. Será uma surpresa se os EUA custearem essas intervenções porque os contribuintes americanos não querem mais pagar essa conta. Os EUA continuarão com suas atividades de contraterrorismo e de inteligência, em cooperação com outros governos e agências, e ainda podem se valer de seus mísseis de alcance continental. A questão não é mais enviar grandes contingentes de soldados nem adotar programas de construção de nações. Ou seja, não mais valer-se dos modelos de (George W.) Bush e de (Bill) Clinton. Essas políticas de intervenção militar não contam mais com o apoio popular.
Se não há substitutos para os EUA como superpotência, qual o destino dos países em reconstrução?
Haverá mais desordem no mundo. Não chegará ao caos. Mas, onde os EUA não puderem mais intervir, haverá desordem. O custo da liderança atrofiada será pior para o mundo do que para os EUA.
Qual sua avaliação sobre o desinteresse dos EUA pela América Latina?
A região não é importante na política de segurança nacional dos Estados Unidos, o que é bom para todo o mundo. Não há problemas na América Latina que afetem os EUA como existem em outras partes do mundo. E acho que não é de interesse da América Latina atrair a atenção dos Estados Unidos.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Entenda a crise econômica em Portugal
Em grave crise econômica, Portugal seguiu o exemplo de Grécia e Irlanda e pediu ajuda financeira à União Europeia.
O governo português vinha tentando evitar pedir auxílio --que o primeiro-ministro José Sócrates descreveu como o "último recurso"-- mas finalmente admitiu que não poderia financiar sozinho a dívida pública.
Entenda melhor a crise portuguesa:
O que deu errado em Portugal?
Diferentemente de outros países, não houve qualquer estouro de bolha em Portugal. O que houve foi um processo gradual de perda de competitividade, com o aumento dos salários e redução das tarifas de exportações de baixo valor da Ásia para a Europa.
Enfrentando um baixo crescimento econômico, o governo português tem encontrado dificuldades para obter a arrecadação necessária para arcar com os gastos públicos.
Os gastos do governo têm sido relativamente altos, devido em parte a uma sucessão de projetos caros --especialmente de melhora no setor de transportes, tendo em vista o aumento da competitividade.
Assim, quando estourou a crise financeira global, Portugal passou a enfrentar uma grande dívida pública, que ficou cada vez mais difícil de ser financiada.
Por que Portugal precisa de ajuda?
Portugal tem tido crescentes dificuldades para administrar a sua dívida, com o aumento das taxas de juros que é obrigado a pagar, devido às preocupações de investidores de que o país será incapaz de pagar seus empréstimos.
Para aumentar a confiança na economia, o primeiro-ministro português, José Sócrates, tentou adotar medidas de austeridade para reduzir os gastos do governo. O pacote incluía cortes no pagamento de pensões, aumentos de impostos e altas nas tarifas do transporte público.
No entanto, a oposição considerou as medidas drásticas demais e as derrubou no Parlamento, em março. Com isto, Sócrates renunciou ao cargo, permanecendo interinamente até as eleições de 5 de junho.
Isto mostrou que a confiança na economia caiu ainda mais, com o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, chegando a sugerir que o governo provisório não tinha autoridade para negociar um pacote de ajuda financeira.
Na última quarta-feira, o governo realizou um leilão de títulos da dívida, visando obter recursos. No fim, Portugal teve que pagar tanto dinheiro para tomar empréstimos, mesmo no prazo de um ano, que teve de admitir que precisaria de ajuda externa.
O que acontece agora?
A grande questão é se um pacote de ajuda financeira adequado pode ser negociado com um governo interino.
Financiamentos concedidos tanto pela União Europeia quanto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) dependem da concordância do país receptor em adotar medidas como cortes de gastos e aumentos de impostos.
Apesar da falha do governo português em fazer isto, um representante da Comissão Europeia afirmou que, mesmo assim, ocorrerá o diálogo com as autoridades que ainda estão no poder em Portugal.
A ideia é chegar a um acordo tanto com o governo provisório quanto com a oposição, ou então realizar um empréstimo de curto prazo ao país até que este realize eleições.
Por que Portugal não decreta moratória da dívida?
Se Portugal não fizesse parte da zona do euro, ele poderia ser levado a decretar moratória, fosse se negando a pagar os juros da sua dívida, fosse insistindo que seus credores aceitassem receber parcelas menores, além de perdoar parte da dívida.
No caso de Portugal, isto seria muito difícil. A taxa de juros que governos da zona do euro pagam já tem sido mantida baixa, sob o argumento de que a UE e o Banco Central Europeu (BCE) dariam assistência aos países da região para evitar moratórias.
Se não fosse este o caso, o custo de tomar empréstimos por parte dos países menores da União Européia --alguns dos quais já encarando problemas para saldar as suas dívidas - aumentaria significativamente.
Assim, se Portugal decretasse moratória, provavelmente a Irlanda e a Grécia também fariam o mesmo --o que traria grandes problemas para os bancos que emprestaram dinheiro a estes países.
Se todos estes bancos tivessem problemas, isto seria um grande teste para os recursos do BCE, que já emprestou dinheiro às instituições envolvidas com os países em crise. É provável que a UE continue ajudando os países para evitar moratórias.
Que formato teria o pacote de ajuda a Portugal?
O pacote seria um empréstimo feito por outros países europeus e possivelmente o FMI, que também se envolveu nas ajudas a Grécia e Irlanda.
Há dois diferentes fundos europeus de onde pode sair o dinheiro. O maior é o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, de 440 bilhões de euros (R$ 990 bilhões), mantido por integrantes da zona do euro.
O segundo, chamado de Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira, é mantido por um grupo mais amplo de nações europeias. Depois da ajuda à Irlanda, este fundo ficou reduzido a 37,5 bilhões de euros (R$ 84 bilhões).
Este empréstimo terá de ter pago junto de uma taxa de juros pré-fixada. O novo governo irlandês está tentando mudar esta taxa. Os termos do empréstimo à Grécia já foram modificados.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Nasser: Grupos se sentem obrigados a revidar morte de Osama
Para embaixador, morte de Osama pode opor EUA e Paquistão
O embaixador brasileiro no Paquistão, Alfredo Leoni, avalia que a operação dos Estados Unidos que capturou e matou Osama Bin Laden pode dar início a um atrito entre os dois países. O governo do presidente Asif Ali Zardari é aliado dos norte-americanos, mas o embaixador relata embates políticos que podem dificultar as relações.
Bin Laden foi encontrado numa casa no norte do Paquistão. A CIA, a agência secreta americana, afirmou que não pediu autorização ao governo local porque haveria o risco de que Bin Laden fosse alertado. Já os paquistaneses responderam. O secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros falou em colaboração e o serviço secreto do país disse que compartilhava informações com os americanos.
"Em termos de política internacional, a forma como a CIA coloca que não poderia confiar no Paquistão, isso pode gerar atritos", relata Leoni. Ele ainda vê o crescimento de manifestações populares de apoio ao terrorista, coisa que forças políticas de oposição começam a explorar. "A oposição toda já está reclamando, exigindo explicações, dizendo que foi como se o governo não existisse".
Da capital paquistanesa, Islamabad, o embaixador relata o clima de tensão. "É muito possível que o Paquistão seja o cenário de um ataque da Al Qaeda ou do Talibã, como aliás acontece com frequência", afirma. A morte de Bin Laden, avalia, reforçou o sentimento de apoio aos grupos terroristas. "Tem muitos seguidores aqui, muitas pessoas que consideram o Bin Laden um herói".
Em Islamabad, a embaixada do Brasil já funciona em estado de alerta e há recomendações para que os funcionários evitem locais de aglomeração, alvo mais fácil de atentados.
Leia a entrevista.
Terra Magazine - Há um clima de tensão nesse momento no Paquistão?
Segunda-feira foi um dia muito especial, houve aquela grande surpresa. Depois, a apreensão com tudo o que poderia acontecer, o medo de ataques. Mas acabou que o dia foi normal. Agora, existe um clima de apreensão. Al Qaeda e Talibã disseram que vão vingar a morte do Bin Laden. E esses ataques normalmente ficam no Paquistão. É muito possível que o Paquistão seja o cenário de um ataque da Al Qaeda ou do Talibã, o que aliás acontece com frequência. O dia mais importante pode ser sexta-feira, porque é um dia santo no Islã. Aí é que vamos ver se haverá manifestações.
Vemos fotos de uma série de protestos pró-Bin Laden. A impressão é de que esses movimentos tomaram conta. É isso mesmo ou ainda é um ato pequeno?
Não, pequeno não é. Bin Laden era um símbolo, o fundador da Al Qaeda e o mentor do 11 de setembro. Ele era um homem que encarnava o Islã radical. E isso tem eco aqui. Tem muitos seguidores aqui, muitas pessoas que consideram o Bin Laden um herói. Além disso, há o antiamericanismo. Realmente, muita gente no Paquistão está desgostosa e revoltada com a morte dele.
E quanto ao fato de os Estados Unidos dizerem que o Paquistão não foi informado sobre a operação?
Do ponto de vista diplomático, é uma situação delicada. O secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros daqui deu uma declaração, afirmando que o Paquistão sempre apoiou os Estados Unidos no combate ao terrorismo. O governo do Paquistão está querendo seguir adiante, não quer tratar do assunto, mas o povo está reclamando. Como é possível as autoridades paquistanesas não saberem da ocupação e não terem impedido a invasão do espaço aéreo? Pode ser que haja algum desdobramento, sobretudo, na política interna paquistanesa.
Algum grupo político que se posicione?
Sem dúvida, a oposição. A oposição toda já está reclamando, exigindo explicações, dizendo que foi como se o governo não existisse. Haverá eleições em menos de um ano e meio. Mas isso é uma questão interna. Em termos de política internacional, a forma como a CIA coloca que não poderia confiar no Paquistão, isso pode gerar atritos.
Mais um detalhe polêmico da operação que matou Bin Laden, não?
Isso vai ter um efeito de colocar a situação do Paquistão mais em evidência. A tendência antes era falar da atuação da Al Qaeda e do Talibã apenas no Afeganistão. O fato de o Bin Laden ter morado aqui por anos vai expor mais o país. Isso certamente terá o efeito negativo de expor mais o Paquistão como um lugar do Talibã e da Al Qaeda
No caso de ataque no Paquistão, os órgãos internacionais viram o primeiro alvo, não?
O primeiro alvo são os militares paquistaneses, o governo paquistanês. Depois, os estrangeiros, as embaixadas. Mas todas as embaixadas têm um esquema de segurança grande, com homens armados, muros altos e vidros com proteção contra bombas. Nós já orientamos todos os funcionários da embaixada e toda a comunidade brasileira. Recomendamos que fiquem alertas e evitem aglomerações, supermercados, cinemas... Todo local de aglomeração é um alvo.
O senhor fala com tanta tranquilidade...
É a rotina. Aqui estamos sempre preocupados com isso, com bombas. Uma vez estava num restaurante aqui em Islamabad e todos ouviram um barulho estranho. Logo veio o medo de bomba. Perguntei ao garçom e ele disse que era um gato! Qualquer barulho a gente acha que pode ser uma bomba. A casa onde eu moro já teve todos os vidros quebrados por conta de uma bomba que foi colocada para atingir a embaixada da Dinamarca, em 2008.
Além desse estado de alerta, do medo de retaliação, existe uma necessidade a longo prazo, não é? A Al Qaeda tem um importante espaço dentro do Paquistão. Ela continuará a ser combatida normalmente? A morte de Bin Laden muda algo?
A maioria dos membros da Al Qaeda e do Talibã são de uma etnia chamada pachtun, que ocupa principalmente o norte do Paquistão. Com a divisão entre Paquistão e Afeganistão, a etnia foi dividida. Estamos falando de mais de 42 milhões de pessoas. A Argentina tem 40 milhões de habitantes. Eles são tribais, um povo muito antigo. O Bin Laden arrebanhava seus correligionários, sobretudo, nos pachtun. Eu acho que, em termos práticos, nada vai mudar. Aqui já se dizia que Bin Laden estava morto há dois anos. Bin Laden era um ícone e a morte dele tem uma importância simbólica. Mas na Al Qaeda não mudou nada. Pelo contrário, a morte pode ser até um estímulo para arrebanhar mais pessoas.
Mas, nos termos do combate ao terrorismo, o senhor vê alguma evolução daqui para a frente?
Eu acho que a campanha antiterror está sendo vitoriosa. O Talibã e a Al Qaeda foram muito afetados nos últimos anos. Diminuiu muito o número de ataques. Mas eles estão vivos e estão atuantes. Muito menos poderosos, mas ainda têm poder. Não se pode dizer que a missão foi cumprida.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Em discurso histórico, Obama defende Estado palestino em fronteiras pré-67
O presidente dos EUA, Barack Obama, deu um passo adiante em sua política para o Oriente Médio e defendeu ontem a criação de um Estado palestino desmilitarizado, com base nas fronteiras pré-1967. O anúncio, feito em seu discurso para o mundo árabe, foi recebido com ceticismo por autoridades israelenses e palestinas.
Segundo Obama, o status final de Jerusalém e a questão dos refugiados palestinos devem ser deixados para um outro momento. O presidente também disse que não apoiará a iniciativa da Autoridade Palestina de buscar unilateralmente, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro, a criação de um Estado. Para o líder americano, o ideal é que os dois lados se sentem para negociar.
"Os Estados Unidos acreditam que as negociações devam resultar em dois Estados. As fronteiras precisam ter como base as linhas pré-1967, com trocas de território após acordo entre as duas partes. O povo palestino deve ter o direito de se governar, atingir seu potencial e viver em um Estado soberano e contínuo", disse Obama. As fronteiras pré-1967 delimitam a divisa de Israel com a Cisjordânia e Faixa de Gaza, reivindicadas pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.
Segundo Obama, que se reúne hoje com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca, "a retirada militar das forças israelenses deve ser coordenada com as forcas de segurança palestinas em um Estado desmilitarizado". Sempre ressaltando a importância da segurança de Israel, o presidente acrescentou que o futuro de Jerusalém e o destino dos refugiados podem ser resolvidos de uma forma mais justa no futuro.
Em comunicado, Netanyahu afirmou que "Israel aprecia o compromisso de Obama com a paz", mas disse considerar as fronteiras pré-1967 como "indefensáveis, deixando uma grande população de israelenses residentes em Judeia e Samaria fora das fronteiras de Israel". Judeia e Samaria são os nomes bíblicos da Cisjordânia.
Membros mais conservadores de sua coalizão foram mais duros e compararam Obama a Yasser Arafat. Já Tzipi Livni, líder da oposição israelense, elogiou o discurso.
Além do encontro de amanhã em Washington, o premiê israelense fará um discurso no Congresso dos EUA na terça-feira, onde delineará a sua proposta para resolver o conflito no Oriente Médio. Obama, por sua vez, falará para a AIPAC (organização americana pró-Israel) neste domingo.
No lado palestino, o discurso do presidente também recebeu críticas. "O que Obama precisa é realizar ações concretas para proteger os direitos do povo palestino, e não ficar criando novos slogans", disse Sami Abu Suhri, porta-voz do Hamas.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, convocou uma reunião de emergência. Saeb Erekat, principal negociador palestino, disse que o presidente palestino "elogiou as iniciativas de Obama para retomar as negociações". O Fatah e o Hamas, que estiveram rompidos por quatro anos, reataram há cerca de um mês.
Aluf Benn, colunista do diário Haaretz, um dos mais críticos em relação ao governo israelense, considerou o discurso de Obama uma vitória de Netanyahu e agora a bola estaria com o líder israelense.
Jeffrey Goldberg, da revista americana The Atlantic, afirma que a questão das fronteiras de 1967 não é o ponto mais importante do discurso. "Mais importante foi o pedido para a retirada militar israelense da Cisjordânia e a condenação da iniciativa palestina de buscar reconhecimento na ONU".
Proposta de diálogoBARACK OBAMAPRESIDENTE DOS EUA
"Embora os temas centrais do conflito (entre palestinos e israelenses) devam ser negociados, a base desse diálogo deve ser clara: uma Palestina viável, Israel em segurança. Os EUA acreditam que as negociações devem levar a dois Estados (...). Acreditamos que as fronteiras de Israel e da Palestina devem ter por base as divisões de 1967, com acordos mútuos de troca de território, de forma que fronteiras seguras e reconhecidas sejam estabelecidas dos dois lados"
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Segundo Obama, o status final de Jerusalém e a questão dos refugiados palestinos devem ser deixados para um outro momento. O presidente também disse que não apoiará a iniciativa da Autoridade Palestina de buscar unilateralmente, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em setembro, a criação de um Estado. Para o líder americano, o ideal é que os dois lados se sentem para negociar.
"Os Estados Unidos acreditam que as negociações devam resultar em dois Estados. As fronteiras precisam ter como base as linhas pré-1967, com trocas de território após acordo entre as duas partes. O povo palestino deve ter o direito de se governar, atingir seu potencial e viver em um Estado soberano e contínuo", disse Obama. As fronteiras pré-1967 delimitam a divisa de Israel com a Cisjordânia e Faixa de Gaza, reivindicadas pelos palestinos como parte de seu futuro Estado.
Segundo Obama, que se reúne hoje com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca, "a retirada militar das forças israelenses deve ser coordenada com as forcas de segurança palestinas em um Estado desmilitarizado". Sempre ressaltando a importância da segurança de Israel, o presidente acrescentou que o futuro de Jerusalém e o destino dos refugiados podem ser resolvidos de uma forma mais justa no futuro.
Em comunicado, Netanyahu afirmou que "Israel aprecia o compromisso de Obama com a paz", mas disse considerar as fronteiras pré-1967 como "indefensáveis, deixando uma grande população de israelenses residentes em Judeia e Samaria fora das fronteiras de Israel". Judeia e Samaria são os nomes bíblicos da Cisjordânia.
Membros mais conservadores de sua coalizão foram mais duros e compararam Obama a Yasser Arafat. Já Tzipi Livni, líder da oposição israelense, elogiou o discurso.
Além do encontro de amanhã em Washington, o premiê israelense fará um discurso no Congresso dos EUA na terça-feira, onde delineará a sua proposta para resolver o conflito no Oriente Médio. Obama, por sua vez, falará para a AIPAC (organização americana pró-Israel) neste domingo.
No lado palestino, o discurso do presidente também recebeu críticas. "O que Obama precisa é realizar ações concretas para proteger os direitos do povo palestino, e não ficar criando novos slogans", disse Sami Abu Suhri, porta-voz do Hamas.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, por sua vez, convocou uma reunião de emergência. Saeb Erekat, principal negociador palestino, disse que o presidente palestino "elogiou as iniciativas de Obama para retomar as negociações". O Fatah e o Hamas, que estiveram rompidos por quatro anos, reataram há cerca de um mês.
Aluf Benn, colunista do diário Haaretz, um dos mais críticos em relação ao governo israelense, considerou o discurso de Obama uma vitória de Netanyahu e agora a bola estaria com o líder israelense.
Jeffrey Goldberg, da revista americana The Atlantic, afirma que a questão das fronteiras de 1967 não é o ponto mais importante do discurso. "Mais importante foi o pedido para a retirada militar israelense da Cisjordânia e a condenação da iniciativa palestina de buscar reconhecimento na ONU".
Proposta de diálogoBARACK OBAMAPRESIDENTE DOS EUA
"Embora os temas centrais do conflito (entre palestinos e israelenses) devam ser negociados, a base desse diálogo deve ser clara: uma Palestina viável, Israel em segurança. Os EUA acreditam que as negociações devem levar a dois Estados (...). Acreditamos que as fronteiras de Israel e da Palestina devem ter por base as divisões de 1967, com acordos mútuos de troca de território, de forma que fronteiras seguras e reconhecidas sejam estabelecidas dos dois lados"
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Crise na Europa (PIIGS) - Espanha.
Milhares vão às ruas na Espanha para protestar contra desemprego (fonte: O globo online)
MADRI - Milhares de jovens continuavam acampados nesta quinta-feira em Madri (capital), pelo quarto dia consecutivo de manifestações em praças pelo país, para protestar contra o mal-estar com políticos, o desemprego e a forma com que o governo tem administrado a crise econômica, em um movimento considerado heterogêneo por especialistas. O movimento já é chamado pela mídia espanhola de "revolução dos indignados" com o maior desemprego da União Europeia (UE), que bateu 21,3% e mais de 4,9 milhões de desocupados. Entre os jovens, entre 18 e 25 anos, chega a 45%.
Abraços e bons estudos,
Convocadas pela internet, outras concentrações pacíficas ocorreram nesta quinta em Barcelona, Granada, Valência, Sevilha ou Zaragoza e ameaçava respingar na reta final da campanha para as eleições municipais no domingo.
Os protestos começaram no domingo passado com várias manifestações convocadas em todo o país, mas ganharam força ao longo da semana graças às redes sociais. O maior protesto ocorre em Madri, onde dezenas de milhares de jovens, além de desempregados, vão a cada tarde gritar palavras de ordem contra os grandes partidos políticos e o sistema em geral. Eles não se definem nem como de direita nem como de esquerda, mas exigem democracia mais representativa.
- Estamos nos manifestando contra uma classe política que não nos representa nem quer nos representar - disse Pablo López, estudante de 21 anos.
A onda de manifestações surpreendeu o governo do Partido Socialista e o Partido Popular, da oposição. Os líderes desses partidos dizem compreender o movimento mas pedem que os manifestantes votem nas eleições de domingo.
A Junta Eleitoral de Madri proibiu a manifestação desta quinta-feira na Porta do Sol, no centro de Madri, argumentando que ela poderia alterar os comícios. Cerca de 500 agentes policiais chegaram a montar guarda, mas não chegaram a intervir nem foram relatados incidentes.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Taxa Selic e o impacto na economia
Entenda como a taxa Selic afeta a sua vida
Fonte: site Yahoo!O que é:A Selic é a taxa básica usada como referência pela política monetária brasileira. É a média de juros que o governo paga por empréstimos tomados dos bancos. Quando a Selic cai, as intituições financeiras são impulsionadas a emprestarem dinheiro ao consumidor para conseguirem um lucro maior. Quando ocorre o contrário, a Selic aumenta, os bancos preferem emprestar ao governo, que paga bem e oferece mais garantias. Assim, haverá menos dinheiro disponível e o crédito oferecido às pessoas físicas ficará mais caro.
Impacto na economia:
A medida funciona como um mecanismo utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é considerada a taxa básica porque é usada em operações entre bancos e, por isso, tem influência sobre as outras taxas de juros usadas no país: cheque especial, crediário, cartões de crédito e poupança, por exemplo.
E para o consumidor:
Se os juros caem, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Mas, de acordo com a lei da oferta e procura, quanto maior for a demanda, maiores os preços de produtos e serviços. Resultado: inflação. É isso que aconteceu nos últimos meses. O temor do governo diante desse cenário motivou o aumento da taxa Selic, que foi de 9,5% a 12% ao ano em 12 meses.
Com a Selic baixa, fazer um empréstimo ou comprar a prazo saia mais em conta para o consumidor. Com mais crédito, há mais dívidas. Um levantamento recente aponta que de 2009 para 2010, a renda do brasileiro cresceu 13%, enquanto os gastos subiram 16%. Com isso, 53% das famílias viram suas despesas ultrapassarem a renda.
A questão é que se constrói um ciclo, pois tanto a inflação quanto o encarecimento do crédito afetam o poder de compra e a capacidade de pagamento. Hoje, os analistas recomendam que o trabalhador não assuma novas dívidas, já que o crédito está caro. O jeito é esperar que o antídoto contra a inflação surta efeito para que, num segundo momento, as taxas de juros voltem a cair.
Pode até ser um processo chato, mas, para que nada saia do seu controle, é sempre importante ficar atento às taxas de juros e entender quais são as melhores opções para o momento.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Atenção alunos: saiu o edital do Concurso do Banco do Brasil (RJ).
O edital do concurso para escriturário do Banco do Brasil já foi publicado. As inscrições começam no dia 23 de maio e a prova será dia 07 de agosto deste ano. O salário inicial será de R$1.280,10 + 25% de gratificação semestral. São 7 semanas até a data da prova! Contagem regressiva galera!
Vamos conquistar esta vaga!
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Vamos conquistar esta vaga!
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Crise no PIIGS - Vale a leitura!
http://economia.estadao.com.br/especiais/deterioracao-fiscal-avanca-nos-paises-da-uniao-europeia,99074.htm
Abraços,
Professor Fernando Müller.
Abraços,
Professor Fernando Müller.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Saiba o que leva a presidente Dilma à China
Interesses econômicos leva a presidente Dilma a China: Vale a reportagem!
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/900769-saiba-o-que-leva-a-presidente-dilma-a-china.shtml
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Assuntos em alta para a prova de Atualidades! - Parte 1.
Caros alunos das turmas de INSS e Banco do Brasil, na hora de estudar atentar para alguns assuntos mais presentes na mídia que podem se abordados nas provas:
- Tragédia das chuvas na região Serrana (janeiro / 2011).
- Visita de Barack Obama ao Brasil (março / 2011).
- Tragédia no Japão (março / 2011).
- Morte de Osama Bin Laden (maio / 2011).
- Eleição de Dilma Roussef (outubro / 2010).
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
- Tragédia das chuvas na região Serrana (janeiro / 2011).
- Visita de Barack Obama ao Brasil (março / 2011).
- Tragédia no Japão (março / 2011).
- Morte de Osama Bin Laden (maio / 2011).
- Eleição de Dilma Roussef (outubro / 2010).
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Al-Qaeda confirma morte de Osama, ameaça ataques e promete áudio.
Assassinato do líder é 'maldição' que vai perseguir os EUA, diz comunicado. Grupo vai soltar mensagem gravada por ele uma semana antes de morrer. (fonte: G1)
A rede terrorista da al-Qaeda confirmou nesta sexta-feira (6) a morte de seu líder, Osama bin Laden, e prometeu vingança, mantendo seus ataques ao Ocidente, segundo o SITE, grupo norte-americano que monitora fóruns jihadistas na internet.
Em comunicado publicado online, a rede terrorista afirmou que a morte de Bin Laden é uma "maldição" que vai perseguir "os americanos e seus agentes".
A al-Qaeda prometeu também manter a "guerra santa" (jihad) contra americanos e seus aliados.
"Sua felicidade irá se transformar em sofrimento, e seu sangue irá se misturar com suas lágrimas", disse o comunicado.
"O sangue do mujahedine xeque Osama bin Laden, Alá tenha misericórdia dele, tem mais valor para nós e é precioso demais para nós e para cada muçulmano para ser derramado em vão", acrescenta.
A declaração promete que os Estados Unidos e seu povo "jamais gozarão da segurança enquanto nosso povo na Palestina não usufruir dela".
O grupo também pediu aos paquistaneses que se rebelem contra o seu governo para "purificar" o país, após a "vergonha" da morte de Bin Laden ter ocorrido em seu território.
A rede também prometeu divulgar, em breve, uma mensagem em áudio gravada pelo terrorista uma semana antes de sua morte, com "felicitações e conselhos".
Até agora, a al-Qaeda não havia se manifestado sobre a morte do terrorista, em uma operação conduzida por militares americanos no Paquistão na madrugada da segunda-feira.
Militantes do Talibã e de outros grupos mostravam-se reticentes em confirmar a morte, devido ao que chamaram de falta de provas, criando uma série de "teorias da conspiração" dando conta que ele poderia estar vivo.
O governo dos EUA, por decisão do presidente Barack Obama, não mostrou fotos do corpo, que foi lançado ao mar logo depois da operação.
Documentos achados no complexo em que Bin Laden foi morto mostram que a rede planejava atentados para marcar os dez anos do 11 de Setembro, segundo a imprensa americana. Um alerta foi emitido pelo Departamento de Segurança Interna.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Redução do Índice de Pobreza no Brasil
Índice de pobreza no Brasil cai 50% em oito anos
Estudo da Fundação Getúlio Vargas indica ainda que em 2010 o País atingiu menor nível de desigualdade de renda desde 1960.
Fonte: Estadão (Estado de SP online).
RIO - A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o "piso histórico" desde que começou a ser calculada na década de 60. Segundo o estudo, a queda da pobreza nos mandatos de Lula superou a registrada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo o período de implementação do Plano Real. Nesse período, a pobreza caiu 31,9%. "Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização", afirmou Neri.O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.
Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80. O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. "Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA", estimou Neri. Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. "Isso mostra que a China não é aqui", afirmou. E completou: "O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue", mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
Índice de pobreza no Brasil cai 50% em oito anos
Estudo da Fundação Getúlio Vargas indica ainda que em 2010 o País atingiu menor nível de desigualdade de renda desde 1960.
Fonte: Estadão (Estado de SP online).
RIO - A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o "piso histórico" desde que começou a ser calculada na década de 60.
Segundo o estudo, a queda da pobreza nos mandatos de Lula superou a registrada durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, incluindo o período de implementação do Plano Real. Nesse período, a pobreza caiu 31,9%. "Acho que essa década (anos 2000) pode ser chamada de década da redução da desigualdade; assim como os anos 90 foram chamados de década da estabilização", afirmou Neri.
O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.
Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80.
O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. "Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA", estimou Neri.
Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. "Isso mostra que a China não é aqui", afirmou. E completou: "O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue", mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.
Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.
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