sexta-feira, 20 de maio de 2011

Crise na Europa (PIIGS) - Espanha.

Milhares vão às ruas na Espanha para protestar contra desemprego (fonte: O globo online)


MADRI - Milhares de jovens continuavam acampados nesta quinta-feira em Madri (capital), pelo quarto dia consecutivo de manifestações em praças pelo país, para protestar contra o mal-estar com políticos, o desemprego e a forma com que o governo tem administrado a crise econômica, em um movimento considerado heterogêneo por especialistas. O movimento já é chamado pela mídia espanhola de "revolução dos indignados" com o maior desemprego da União Europeia (UE), que bateu 21,3% e mais de 4,9 milhões de desocupados. Entre os jovens, entre 18 e 25 anos, chega a 45%.

Convocadas pela internet, outras concentrações pacíficas ocorreram nesta quinta em Barcelona, Granada, Valência, Sevilha ou Zaragoza e ameaçava respingar na reta final da campanha para as eleições municipais no domingo.
Os protestos começaram no domingo passado com várias manifestações convocadas em todo o país, mas ganharam força ao longo da semana graças às redes sociais. O maior protesto ocorre em Madri, onde dezenas de milhares de jovens, além de desempregados, vão a cada tarde gritar palavras de ordem contra os grandes partidos políticos e o sistema em geral. Eles não se definem nem como de direita nem como de esquerda, mas exigem democracia mais representativa.
- Estamos nos manifestando contra uma classe política que não nos representa nem quer nos representar - disse Pablo López, estudante de 21 anos.
A onda de manifestações surpreendeu o governo do Partido Socialista e o Partido Popular, da oposição. Os líderes desses partidos dizem compreender o movimento mas pedem que os manifestantes votem nas eleições de domingo.
A Junta Eleitoral de Madri proibiu a manifestação desta quinta-feira na Porta do Sol, no centro de Madri, argumentando que ela poderia alterar os comícios. Cerca de 500 agentes policiais chegaram a montar guarda, mas não chegaram a intervir nem foram relatados incidentes.

Abraços e bons estudos,
Professor Fernando Müller.

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