segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Expectativas durante a COP 17 na África do Sul - 2011.

COP 17 começa na África do Sul e pode definir futuro do Protocolo de Kyoto

Nações emergentes querem prorrogar o acordo; outros países alegam que responsabilidade pela redução nas emissões deve atingir aos grandes emissores, como China e EUA.

São Paulo - Começou nesta segunda-feira, em Durban, a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU. A reunião conta com autoridades de 190 países que, durante os próximos 11 dias, irão discutir estratégias e possíveis acordos para reduzir o aquecimento global.

A maré começou com uma matéria no diário italiano La Stampa sobre um plano de resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI) de até 600 bilhões de euros para a Itália. O Fundo negou as informações posteriormente. O mercado também repercutia as informações sobre a criação de bônus por países com nota máxima na dívida (AAA) dentro da zona do euro --também desmentidas, neste caso pelo Ministério das Finanças da Alemanha. O que havia de concreto, por ora, era a negociação entre os países da zona do euro pelo aumento da união fiscal dentro da União Europeia. "O mercado está farejando algo mas não está enxergando nada", escreveu a equipe de análise da Brown Brothers Harriman sobre o aumento do apetite por risco.
Apesar dos desmentidos, o otimismo ajudava o índice global de ações a subir após 10 dias consecutivos de desvalorização.
O Banco Central Europeu (BCE) não mostrou sinais de estar cedendo às pressões políticas para ampliar as compras de bônus, com dados mostrando que as aquisições cresceram apenas ligeiramente a 8,6 bilhões de euros na semana passada.
As projeções econômicas ainda eram pessimistas. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou que a recuperação global está perdendo ritmo, deixando a zona do euro presa a uma leve recessão e os Estados Unidos com risco de seguir esse caminho.
A OCDE reduziu a expectativa de crescimento do PIB norte-americano em 2012 para 2,0 por cento, ante 3,1 por cento na previsão de maio. Para a zona do euro, a estimativa para 2012 foi cortada a 0,2 por cento, ante 2,0 por cento em maio.
Na agenda local, o relatório Focus do Banco Central (BC) mostrou nova revisão para baixo nas perspectivas para o crescimento: para 2011, o mercado espera que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 3,10 por cento, contra 3,16 por cento na semana anterior. A previsão para 2012 caiu para 3,46 por cento, frente a 3,50 por cento no documento anterior.
Abraços,
Professor Fernando Müller.


Fonte: Estadão online.

COP 17 negociações climáticas esbarra em países e na crise econômica

Negociações climáticas em Durban evidenciam abismo político

Países não tem acordo sobre como cortar as emissões de gás carbônico; crise econômica também atrapalha o apoio ao meio ambiente.

Durban, África do Sul - As negociações das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas tiveram início esta segunda-feira em Durban, África do Sul, em meio a indícios de um aprofundamento do abismo político sobre como conter as emissões de carbono.
No topo da agenda está o destino do Protocolo de Kioto, o único pacto global com metas para conter as emissões de gases causadores do efeito estufa, cuja primeira etapa de compromissos expira no fim de 2012.
Também se espera que a conferência leve adiante um "Fundo Climático Verde" com vistas a destinar 100 bilhões de dólares até 2020 a países expostos a seca, inundações, tempestades e mares em elevação, extremos que cientistas preveem que vão piorar este século.
Mas o humor nas negociações tem sido azedado por divisões sobre como dividir o fardo de corte das emissões, enquanto as nuvens negras de uma crise econômica global lançam uma sombra sobre o fundo climático.
"Estamos em Durban com um propósito: encontrar uma solução comum que possa assegurar um futuro para as próximas gerações", declarou Maite Nkoana-Mashabane, ministro sul-africano de Relações Internacionais, que preside o encontro de 194 países e 12 dias de duração.
"Com uma liderança sonora, nada é impossível aqui em Durban", declarou o presidente sul-africano, Jacob Zuma.
Mas a chefe climática da ONU, Christiana Figueres, alertou que as negociações precisavam urgentemente ganhar a confiança pública.
"Esta conferência precisa reassegurar os vulneráveis, todos aqueles que já sofreram e todos aqueles que ainda vão sofrer com as mudanças climáticas, de que uma ação tangível está sendo tomada para um futuro melhor", afirmou.
Figueres mencionou altas e níveis recorde de concentrações de gases causadores do efeito estufa e o número crescente de meios de vida atingidos pelas mudanças climáticas.
"A necessidade de ação nunca foi mais demandada ou realizável", afirmou. "Descobrir uma forma de se avançar nesta complexidade é o desafio desta conferência", acrescentou.
Abraços,
Professor Fernando Müller


Fonte: Estadão online.

OCDE e a crise atual na Europa

OCDE prevê recessão em quatro países da Europa em 2012

Economias de Portugal, Grécia, Hungria e Itália deverão registrar crescimento negativo no próximo ano, estima a organização internacional

São Paulo – A Grécia e Portugal, os dois países mais afetados pela crise de dívida pública na Europa, deverão entrar em recessão já em 2011, para no próximo ano serem acompanhados de Itália e Hungria, previu nesta segunda-feira a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no relatório “Perspectivas Econômicas”.
Com uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,1% neste ano, a Grécia será o país com pior desempenho nas projeções da OCDE, registrando em 2012 uma contração de 3%. Em segundo lugar aparece Portugal, com a economia atingindo um crescimento negativo de 1,6% em 2011, para no ano seguinte contabilizar uma retração de 3,2%.
No caso de Itália e Hungria, o cenário pode ser até positivo para 2011, com expansão do PIB de 0,7% e 1,5%, respectivamente, mas piora no próximo ano, quando a contração será de 0,5% e 0,6%.
Recado para Itália
Em relatório, a OCDE solicitou ao novo governo na Itália, comandado pelo primeiro-ministro Mario Monti, para que aplique plenamente “as medidas de emergência preparadas pelo governo anterior para atingir o equilíbrio das contas públicas até 2013, colocando em prática reformas estruturais importantes para fortalecer o crescimento econômico”.
Anteriormente, a OCDE estimava que o PIB da Itália fosse crescer 1,6% em 2012. Contudo, diante da crise de dívida pública e dos problemas que afetaram diversas economias na Europa, a projeção caiu para um crescimento negativo de 1,6%.
“O ajuste no orçamento, combinado com uma desaceleração na demanda global e com uma competitividade menor, pesará sobre o crescimento no curto prazo, mas é necessário para assegurar progressos na sustentabilidade orçamentária”, destacou a OCDE.
Projeção global
A organização internacional prevê em relatório um arrefecimento no próximo ano do crescimento econômico em todos os países que compõem a OCDE, com o PIB destas nações recuando de 1,9% em 2011 para 1,6% em 2012. A perspectiva está distante de 2,3% e 2,8% que previa o estudo anterior. Para 2013, a expansão estipulada é de 2,3%.
Fonte: Estadão Online.

Abraços,

Professor Fernando Müller.