segunda-feira, 28 de novembro de 2011

COP 17 negociações climáticas esbarra em países e na crise econômica

Negociações climáticas em Durban evidenciam abismo político

Países não tem acordo sobre como cortar as emissões de gás carbônico; crise econômica também atrapalha o apoio ao meio ambiente.

Durban, África do Sul - As negociações das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas tiveram início esta segunda-feira em Durban, África do Sul, em meio a indícios de um aprofundamento do abismo político sobre como conter as emissões de carbono.
No topo da agenda está o destino do Protocolo de Kioto, o único pacto global com metas para conter as emissões de gases causadores do efeito estufa, cuja primeira etapa de compromissos expira no fim de 2012.
Também se espera que a conferência leve adiante um "Fundo Climático Verde" com vistas a destinar 100 bilhões de dólares até 2020 a países expostos a seca, inundações, tempestades e mares em elevação, extremos que cientistas preveem que vão piorar este século.
Mas o humor nas negociações tem sido azedado por divisões sobre como dividir o fardo de corte das emissões, enquanto as nuvens negras de uma crise econômica global lançam uma sombra sobre o fundo climático.
"Estamos em Durban com um propósito: encontrar uma solução comum que possa assegurar um futuro para as próximas gerações", declarou Maite Nkoana-Mashabane, ministro sul-africano de Relações Internacionais, que preside o encontro de 194 países e 12 dias de duração.
"Com uma liderança sonora, nada é impossível aqui em Durban", declarou o presidente sul-africano, Jacob Zuma.
Mas a chefe climática da ONU, Christiana Figueres, alertou que as negociações precisavam urgentemente ganhar a confiança pública.
"Esta conferência precisa reassegurar os vulneráveis, todos aqueles que já sofreram e todos aqueles que ainda vão sofrer com as mudanças climáticas, de que uma ação tangível está sendo tomada para um futuro melhor", afirmou.
Figueres mencionou altas e níveis recorde de concentrações de gases causadores do efeito estufa e o número crescente de meios de vida atingidos pelas mudanças climáticas.
"A necessidade de ação nunca foi mais demandada ou realizável", afirmou. "Descobrir uma forma de se avançar nesta complexidade é o desafio desta conferência", acrescentou.
Abraços,
Professor Fernando Müller


Fonte: Estadão online.

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