quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Distribuição territorial da população, urbanização e metropolização e transformações demográficas

Distribuição territorial da população; urbanização e metropolização
e Transformações demográficas recentes

O Brasil, Terra de Contrastes: O Brasil possui um território de 8.514.215,3 km². É o quinto maior país do mundo  (atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos), a quinta maior população mundial (atrás de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia) e é a oitava economia do mundo (com um PIB de US$ 1,797 bilhões; atrás de EUA, China, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido), mas ocupa a 73ª posição entre 169 países (PNUD 2010), ou seja, fortes desigualdades sociais e má distribuição da riqueza nacional.

§  Concentração urbana: 190.732.694 de habitantes (crescimento de 12,3% ou 20.933.054 pessoas referente censo 2000) com 84,35% de pessoas morando nas cidades (ampliação da urbanização) contra 15,65% da população na zona rural (apenas nove municípios com mais de 90% da população vivendo no campo e apenas um com 100%). Densidade populacional de 22,4% com fortes variações entre as regiões.

ü  Região Sudeste: maior população (80.353.724 habitantes ou 42% dos habitantes do Brasil), maior densidade demográfica (87,5 hab./km², com concentração no RJ e em SP), mais rica e desenvolvida do país (maior PIB, renda per capita e 2° IDH do Brasil), maior índice de urbanização (92,2%.) e que ocupa apenas 10,85% do território nacional. São Paulo é o estado mais populoso (41.252.160 habitantes). Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais representam 40,28% de toda a população do país, mas com índice de crescimento reduzido (10,92%).

ü Regiões Norte: 2ª menor população (15.875.578 habitantes ou 8,1% da população brasileira), menor densidade demográfica (3,9 hab./km²) e a menor taxa de urbanização (77,9%), mas é a região que mais cresce no Brasil (22,98%) e que ocupa a maior área do território nacional (45,2%). Roraima é o estado menos populoso do país (451.227 habitantes), mas o Amapá é o estado brasileiro que mais cresceu (40,18%).

ü Região Centro-Oeste: menor população (14.050.340 habitantes ou 7,4% da população brasileira), segunda maior área (1.612.077,2 km² ou 18,9% do território nacional), região que mais abriu espaços para o povoamento no Brasil (taxa de crescimento: 20,74%), taxa de urbanização em elevação (87,9%).

ü  OBS) Regiões Centro-Oeste (6,9% para 7,4%) e Norte (7,6% para 8,3%) apresentam taxa de crescimento maior da população. O que apresenta um desestímulo na permanência na região Sudeste e atração econômica na Região Norte e Nordeste.

ü Região Nordeste: terceira maior área (1.556.001 km² ou 18,2% do território nacional) e segunda maior população (53.078.187 habitantes ou 8,1% da população brasileira); região mais pobre do Brasil, de menor renda per capita; pior IDH do Brasil. Maior número de analfabetos do país.

ü Região Sul: menor área (575.316 km² ou 6,75% do Brasil), terceira maior população (27.384.815 de habitantes ou 14,4% da população brasileira) maior expectativa de vida e maior IDH do Brasil.  

§  Perfil da População Brasileira: Crescimento menor (queda na fecundidade) e aumento do tempo de vida (73 anos) justificado pela melhoria das condições de vida (alimentação, água tratada, esgoto, remédios e assistência médica, vida saudável e avanços na educação). O resultado indica o envelhecimento da população e aumento do custeio do Estado (aumento das aposentadorias) com a redução da população juvenil.

§  Cresce o número de mulheres em relação a homens (de 96,9% para 95,9% de homens para 100% das mulheres), ou seja, existem 3,9 milhões de mulheres a mais do que homens. Crescimento da população adulta com alto grau de instrução (11 anos ou mais: de 28,1% para 47,2% da PEA acima de 18 anos): população jovem mais interessada e concluir o ensino médio (Sudeste), mas com distorções (Norte: 39,1% e Nordeste: 39,2% vivem baixo índice de escolaridade). Norte e Nordeste estão inferiores ao Sudeste em 1999 (42,1%) e mais ainda de hoje (60,5%). Por outro lado, cresce o número de mão-de-obra qualificada que se transfere para as regiões Norte e Centro-Oeste do país. Aumento do nível de escolaridade: exigência do mercado de trabalho.

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