O material de História do Brasil para a CVM se encontra no blog "passei em História".
Professor Fernando.
Blog criado pelo professor FERNANDO MÜLLER para orientar alunos e pessoas interessadas na aprovação em concursos públicos nas disciplinas de Atualidades, Conhecimentos Contemporâneos e Conjuntura, Estrutura e Previdência. Dedicado a pessoas dispostas a tirarem suas dúvidas, debaterem idéias e apresentar sugestões. Homens e mulheres interessados em superarem suas dúvidas e medos, fazendo da vitória nos concursos um estilo de vida, a vida de quem vence porque enfrenta os desafios.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
GABARITO - Folha de Exercícios - CVM.
1. Resposta: letra D.
2. Resposta: letra A.
3. Resposta: letra C; E; C; E.
4. Resposta: letra C.
5. Resposta: letra A.
6. Resposta: letra A.
7. Resposta: letra B.
8. Resposta: letra C; E; E; C.
9. Resposta: letra B.
10. Resposta: letra B.
11. Resposta: letra C; E; C; C; E; C.
12. Resposta: letra C.
13. Resposta: letra E.
14. Resposta: letra C.
15. Resposta: letra C.
16. Resposta: letra E; C; E; C; C.
17. Resposta: letra E.
18. Resposta: letra C; C; C; E; E.
19. Resposta: letra E.
20. Resposta: letra C.
21. Resposta: letra E; C; E.
22. Resposta: letra C.
23. Resposta: letra D.
24. Resposta: letra C; E; E; C.
25. Resposta: letra C.
26. Resposta: letra D.
27. Resposta: letra C.
28. Resposta: letra E.
29. Resposta: letra C.
30. Resposta: letra E.
31. Resposta: letra C.
32. Resposta: letra D.
33. Resposta: letra D.
34. Resposta: letra A.
35. Resposta: letra A.
Espaço e Sociedade no município do Rio de Janeiro (Turmas Educação Infantil)
Espaço e Sociedade no município do Rio de Janeiro
§ Origem do nome: 1º/01/1502 – expedição de Gaspar de Lemos ao chegar na Baía de Guanabara os portugueses pensava-se em se tratar da foz de um grande rio, batizando o local de Rio de Janeiro conforme a data.
§ A expressão “carioca”: Gonçalo Coelho (1503) faz pouso na atual Praia do Flamengo, junto à foz de um riacho. Ali constrói uma feitoria dando nome ao riacho como Rio Carioca. Carioca, na língua dos Tamoios, quer dizer “casa de branco” (cari - branco; oca - casa).
§ Fundação da cidade do Rio de Janeiro: fundado por Estácio de Sá no dia 1º/03/1565 no morro Cara de Cão (sopé do Pão de Açúcar – hoje Fortaleza São João).
Interesse na fundação do Rio de Janeiro:
§ Fundação da cidade no local serviria aos planos portugueses de garantir a posse da terra em um ponto estratégico, uma vez que os franceses ambicionavam dominar a região (presença dos franceses no Rio de Janeiro com a fundação da França Antártica, em 1555, por Nicolau de Villegagnon).
§ Ponto de articulação importante na costa atlântica com as rotas e feitorias do mundo colonial português na África e na Ásia (Rio de Janeiro: exportador de cachaça, farinha de mandioca, açúcar e fumo e importador de marfim e escravos).
§ Importante centro urbano mercantil: praça de fornecimento de escravos e ponto de contrabando de mercadorias para as minas do Peru e de Potosi (Bolívia).
§ Destaque nas transações comerciais com a metrópole: atividade comercial – importação de bacalhau e vinho; exportação de açúcar.
§ Posição geográfica e política privilegiada: proximidade do rio da Prata e da região do Potosi; disputa com a Espanha pela hegemonia do continente sul americano.
§ Excelente ponto de defesa militar: o desenho geográfico da baía da Guanabara e a existência de morros permitiam um melhor posicionamento defensivo e pontos de vigilância contra invasores estrangeiros. Fortificações militares na entrada da cidade.
Destaques: O Rio de Janeiro no século XVI e XVII:
ð Os franceses ocuparam a região comandada por Nicolau Durand de Villegaignon. Neste local eles constroem o Forte Coligny, na Ilha de Seregipe (atual Ilha de Villegaignon): Fundação da França Antártica (1555). Expulsão dos franceses por Estácio de Sá (1567).
ð Os jesuítas fundam a primeira escola no Morro do Castelo (1567).
ð Chegada dos beneditinos ocupando o morro de São Bento (1589).
§ A ocupação do Morro do Castelo (antes morro de São Januário) ocupado de 1567-1922. Razões de segurança. O morro permitia uma visão privilegiada da Baía De Guanabara, região protegida por manguezais; abrigo seguro contra os índios tamoios. O centro da cidade ficou no morro no século XVI.
§ O centro vital na praça XV: deslocamento populacional em direção a zona portuária e comercial na várzea (hoje Praça XV). O Rio antigo cresceu entre nos morros do Castelo, São Bento, Conceição e Santo Antônio.
Destaques: O Rio de Janeiro no século XVIII:
§ Rio de Janeiro e o reflexo do ciclo do ouro (século XVIII): crescimento populacional, aperfeiçoamento da máquina administrativa e fazendária; melhorias na cidade com abertura de ruas, praças, aterramento do Largo da Carioca (1750) e surgimento do Passeio Público (1783).
§ O ouro nas Minas Gerais e arredores fez do Rio de Janeiro o destino seguro para o escoamento do ouro: A necessidade de fortalecer o controle fiscal sobre o ouro explorado, coibir o contrabando e do controle exterior levam a cidade a ser a capital do Brasil (1763) e residência dos Vice-Reis.
§ Enforcamento de Tiradentes (21/04/1792). Sua sentença e execução foram no Rio de Janeiro e sua cabeça posta em praça pública em Vila Rica, Ouro Preto.
Destaques: O Rio de Janeiro no século XIX:
§ Chegada da família real e da corte portuguesa no Rio de Janeiro (08/03/1808).
§ Reflexos da família real portuguesa no Rio de Janeiro: a cidade adquire características urbanas mais acentuadas e vive um acelerado crescimento demográfico. Criação da Academia de Medicina (1808), da Real Biblioteca (1810), do Real Jardim Botânico (1811); do Real Teatro São João (1813), da Escola Real de Ciências, Artes e Ofício (Academia de Bellas Artes, 1816), chegada da missão artística francesa (1816), Coroação de D. João VI (1818) e criação da Casa da Moeda.
§ O Brasil se torna sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815). O Rio de Janeiro se torna oficialmente a capital do império português.
§ Proclamação da independência: o Rio de Janeiro se torna capital do Império do Brasil e da corte imperial (1822). Cidade-capital com sua estrutura política e administrativa vinculada ao poder central.
§ O sucesso da economia cafeeira (décadas de 1830 a 1870): desenvolvimento econômico no Vale do Paraíba (região serrana do estado do Rio) faz da capital, Rio de Janeiro o principal exportador do café.
§ Decisão do Ato Adicional de 1834 define o Rio de Janeiro como um município neutro.
§ D. Pedro II é coroado Imperador do Brasil (1841). Por causa de sua situação geográfica junto à capital do Brasil e, principalmente, por ser a maior produtora de café, a Província do Rio de Janeiro teve uma fase de grande prosperidade durante o II Reinado.
Acontecimentos marcantes do Segundo Reinado:
§ Coroação de D. Pedro II (1840).
§ Comemorações pela vitória do Brasil na Guerra do Paraguai (1870).
§ Assinatura da Lei Áurea (1888).
· Rio de Janeiro: capital da República em 1889: Rio de Janeiro (Distrito Federal) / Estado do Rio de Janeiro passou a ter a cidade de Vila Real de Praia Grande (Niterói) como sua capital. à Motivos: expansão da economia cafeeira/destaque político-econômico dos barões do café (ouro verde) resultando na prosperidade para a região (exemplificada pela construção de unidades de ensino e início de pequenas atividades industriais, melhoria dos portos).
· Reforma urbana de Pereira Passos (1902-1906): reformulação do espaço urbano e modernização arquitetônica com a destruição dos casarios antigos, alargamento de ruas, construção de avenidas e prédios modernos, iluminação pública (elétrica) e modernização do porto. Limpeza urbana com o combate de focos de epidemias (varíola, febre amarela, cólera e peste bubônica). Expulsão da população pobre da área central da cidade (deslocamento para as encostas e formação de bairros periféricos). Transformação do centro do Rio de Janeiro em um local atrativo para a circulação da elite carioca e a realização de atividades comerciais e financeiras (Avenida Central, hoje, Avenida Rio Branco); criação de um código de posturas municipais (novos hábitos no centro da cidade).
· Consequências da Reforma Urbana: infra-estrutura e limpeza do centro do Rio de Janeiro favorece a realização de eventos de grande porte e atração internacional (Exposição do Centenário da Abertura dos Portos – 1908 e Exposição do Centenário da Independência do Brasil – 1922) e atração turística. Criação do bondinho do Pão de Açúcar (1912).
· Rio de Janeiro: cenário de importantes revoltas: Revolta da Vacina (1904); Revolta da Chibata (1910); Revolta do Forte de Copacabana (1922); Revolução de 1930; Intentona Comunista (1935); Golpe de Estado (Estado Novo - 1937);
· Governo Getúlio Vargas (1930/45 e 1950/54): incentivo às indústrias de base com a Petrobrás (1953), a companhia Siderúrgica Nacional (CSN/1941), Conselho Nacional do Petróleo (CNP/1938) e a Companhia Vale do Rio Doce (Vale/1942).
· Copacabana como centro atrativo e de apelo turístico: o desenvolvimento urbano projeta Copacabana como local de apelo turístico mostrando as belezas naturais (praias) e o glamour da mulher carioca a partir dos anos 40. Inauguração do Cristo Redentor (1931), do Aterro do Flamengo (1960), do Sambódromo (1984).
Destaques: O Rio de Janeiro no século XX:
· Rio de Janeiro - sede de importantes acontecimentos: sede da final da Copa do Mundo (1950), suicídio de Getúlio Vargas (1954); comício da Central do Brasil (1963); surgimento da Bossa Nova (fins dos anos 50); transferência da capital federal para Brasília (1960) e transformação do Rio de Janeiro em estado da Guanabara (1960-1975); Passeata dos Cem Mil (1968); inauguração da Ponte Rio - Niterói (1974); Campanha das Diretas Já (1984); Realização da ECO-92 (1992); sede dos Jogos Pan-americanos (2007); escolha da sede da Copa do Mundo de 2014 (2007) e escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 (2009).
· Rio de Janeiro como estado da Guanabara (1960-1975): perda de status político, afetando a vida na cidade com a perda também de poder econômico para a nova capital. Capital do estado do Rio de Janeiro passa a ser Niterói.
A relação sociedade-natureza no mundo atual (CVM, INSS, Ed. Infantil e PF Administrativo)
A relação sociedade-natureza no mundo atual
As discussões pela preservação do Meio Ambiente:
§ Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente (Estocolmo – 1972):
Surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável (meio de se gerar desenvolvimento econômico aliado a preservação do meio ambiente do planeta); reconhecimento que a intervenção humana gera danos ao meio-ambiente. Maior avanço: criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
§ Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992 – ECO 92):
Participação de chefes de estado, ONG’s e cientistas discutindo os principais temas ambientais. Objetivo: estabelecimento de metas para conciliar desenvolvimento econômico e a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra. Definição das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” entre os países no enfrentamento dos danos ao meio ambiente (países desenvolvidos: maiores poluidores por mais tempo com custo maior do que os países em desenvolvimento). Elaboração de documentos importantes para a preservação e recuperação do meio ambiente: Carta da Terra nos campos da biodiversidade, desertificação e mudanças climáticas, a Declaração de princípios sobre florestas, a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento e a mais importante delas que foi a Agenda 21 (definição de um novo padrão de desenvolvimento ambientalmente racional, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica). Apesar da ampliação da consciência ecológica as discussões sobre mudanças climáticas precisavam sair do campo das idéias para a tomada de medidas práticas quanto a redução da emissão de gases poluentes (Protocolo de Kyoto).
§ Protocolo de Kyoto (1997): acordo climático com regras claras e prazos definidos a partir do COP-3 em Kyoto, Japão.
O protocolo estabelecia a obrigação de reduzir a emissão de gases poluentes em 5,2% em relação aos níveis de 1990. O seu cumprimento do tratado teria início real quando ao menos 55% dos países que juntos produzissem 55% das emissões desses gases ratificassem o protocolo (reconhecimento interno por seus governos). Isto só veria a ocorrer em 2005 com a assinatura da Rússia. Definição de ações de apoio entre os países como investimento em setores de energia e transportes; promover o uso de fontes energéticas renováveis; limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos, proteger florestas, etc.
§ Limitações do Protocolo de Kyoto: 1) Redução bem abaixo do percentual necessário para diminuir significativamente o
aquecimento global (mínimo necessário seria 30%); 2) Data referencial dos níveis de redução se mostra bastante defasado (1990 para 2010); 3) Os maiores poluidores (EUA e China) se recusam a assinar e ratificar o protocolo (limitação quanto a sua eficácia); 4) Divergência quanto a definição das responsabilidades de cada país no cumprimento da redução da emissão de gases: os países desenvolvidos (EUA) alegam que os países em desenvolvimento também deveriam ser obrigados a se comprometerem em reduzir suas emissões de gases poluentes para não haver vantagens econômicas no comércio internacional. Por outro lado, os países em desenvolvimento (China) não aceitam pagar o preço na mesma proporção que os países desenvolvidos que são os maiores poluidores e fazem isso a muito mais tempo.
Desafios para a ampliação do Protocolo de Kyoto: fracasso do COP-15 (Copenhagen 2009) e avanço limitado no COP-16 (Cancun 2010). A permanente recusa dos EUA e China em se comprometerem internacionalmente com a assinatura e ratificação de acordos e protocolos cria um cenário de pessimismo e ameaça outros países a se retirarem do cumprimento da ampliação do Protocolo de Kyoto (Japão, por ex.) sem a participação dos países que mais poluem.
O Brasil e o Meio Ambiente: Brasil se apresenta hoje como um país mais comprometido com a preservação do meio ambiente em geral. O país tem obtidos avanços na redução do desmatamento no país, em especial na Amazônia, contribuindo com pesquisa e tecnologia na produção de energias renováveis como os biocombustíveis (principalmente de biodiesel e etanol); expansão das áreas de proteção ambiental no âmbito federal e estadual; expansão da indústria da reciclagem do lixo urbano; ações efetivas e positivas das ONG’s. Por outro lado o país lida com imensos desafios: fiscalizar uma imensa área de florestas; alto desperdício de água, mesmo sendo o país com maior reserva de água doce pelos rios que possui; combate as madeireiras ilegais que cortam madeira de forma inconseqüente.
Os principais conflitos político-militares em andamento no século XXI - Parte 2 - Iraque (CVM, INSS, Ed. Infantil e PF Administrativo)
· Tensão no Iraque: teve início após o Iraque de Saddam Hussein (antes aliado dos EUA desde 1979 quando chegou ao poder) invadir o Kuwait, em 1991. O ataque iraquiano de início a reação dos EUA e das forças da ONU originando a Guerra do Golfo (1991). A invasão preocupou todo o Ocidente, que sempre dependeu do petróleo para suas atividades básicas (Kuwait é 5° maior produtor de petróleo). O Iraque foi derrotado um mês depois, mas Saddam Hussein continuou controlando o Iraque com pulso forte. Saddam é acusado pelos EUA de ter cometido várias violações criminais da lei humanitária internacional (massacre de curdos; revoltas violentas contra curdos e xiitas). Em 2003, os EUA apoiados pelo Reino Unido (tropas de coalizão) lançaram uma intervenção militar contra o Iraque sem o aval da ONU. A justificativa era que o Iraque possui armas de destruição em massa que ameaça a paz na região, o que nunca foi provado. Saddam Hussein foi julgado e condenado a morte em 2006. Com a ausência do ditador iraquiano ocorrem intenso conflitos étnicos e religiosos entre xiitas (maioria), sunitas (minoria, antes aparada por Saddam) e os curdos (etnia sem pátria que busca construir o seu país em parte do território).
Os principais conflitos político-militares em andamento no século XXI - Daffur e Afeganistão (CVM, INSS, Ed. Infantil e PF Administrativo)
· Combates em Dafur (Sudão): Como todo conflito africano (tensão étnica e religiosa na Costa do Marfim, na Rep. Democrática do Congo e na Somália) é consequência da exploração colonial e da demarcação arbitrária das fronteiras políticas do continente africano. Medida imposta pelas potências européias na formação das novas nações africanas. Estas ignoraram as fronteiras naturais dos povos e etnias africanas (grupos hostis em uma mesma nação; separação de povos de uma mesma origem em países diferentes) criando um cenário de constantes rivalidades e confrontos armados. O conflito em Dafur foi causado pela disputa de terras entre grupos apoiados pelo governo sudanês (janjaweed) e grupos rebeldes locais (tribos de agricultores) no oeste do Sudão, em 2003. Os atritos também são causados por disputas étnicas (criadores x agricultores) e a busca dos rebeldes pela independência da região rejeitando o poder do governo sudanês. O conflito se arrastou por anos gerando inúmeras atrocidades humanitárias o que despertou atenção internacional. A ONU envia força de paz (Unamid) para pacificar a região em 2008. Oficialmente o conflito acabou em 2009, mas a violência na região persiste. A guerra deixou um saldo de 300 mil de mortos e 2,7 milhões de refugiados.
· Colômbia x FARC: O conflito teve início a partir de 1964 quando movimentos guerrilheiros camponeses comunistas se refugiam nas regiões montanhosas da selva colombiana fugindo dos ataques do governo colombiano. Habitando nessas regiões esses camponeses criaram as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), por influência do sucesso da Revolução Cubana, de 1959. A proposta inicial da organização era o uso de táticas de guerrilha e luta pela implantação do socialismo na Colômbia. As FARC recebiam inclusive apoio da URSS na luta da Guerra Fria. Nos anos 80, a crise da URSS interrompeu o financiamento e o grupo guerrilheiro passou a se envolver com o tráfico ilícito de entorpecentes se afastando das suas origens. Em 1998 o governo colombiano (Andrés Pestana) cedeu uma enorme área desmilitarizada na tentativa de iniciar conversações de paz com o grupo. A iniciativa foi frustrada em 2000 pelos constantes ataques as FARC por forças paramilitares (milícias paramilitares de direitas conhecidas como Autodefesas Unidas da Colômbia). Novo governo é instalado em 2002 (Álvaro Uribe) e consegue vitórias sobre os guerrilheiros diminuindo a violência e a criminalidade e desfruta de popularidade alta. Em 2008, o governo Uriba perde força com a repercussão negativa da invasão do território equatoriano para combater a guerrilha e a morte de guerrilheiros como um dos líderes Raul Reyes. A acusação de Álvaro Uribe contra Rafael Correia (presidente do Equador) e Hugo Chavez (presidente da Venezuela) como financiadores das FARC provoca uma grave crise diplomática e a iminência de guerra nas fronteiras. O incidente gerou críticas internacionais ao governo Uribe resolvido aparentemente em uma reunião urgente da OEA. O atrito entre o governo e as FARC continuou diante da repercussão do salvamento da militante Ingrid Bittencourt e outros 15 reféns em 2008, anunciado como o grande feito de Álvaro Uribe. Os escândalos de envolvimento com o tráfico de drogas e de ligações com o traficante Pablo Escobar, de apoio aos paramilitares de direita abalaram a sua imagem. As ações de Uribe geraram desgastes com países vizinhos como Brasil e Venezuela e até agora não elimiraram a ameaça da hoje enfraquecida mas ainda viva as FARC. Exemplo disso foi a aplicação do “Plano Colômbia” e a autorização para que os EUA usem bases militares colombianas. O plano é a intervenção dos Estados Unidos no país com o pretexto de se combater o narcotráfico. E o uso das bases militares é o prolongamento do combate ao narcotráfico e ao terrorismo na América do Sul.
· Conflitos no Afeganistão: Após os atentados terroristas de 11/09/2001 nos EUA o presidente George W. Bush iniciou uma “cruzada” de combate a Estados e organizações vistas como terroristas. A primeira ação foi a guerra do Afeganistão (2001) com suporte da ONU e nações aliadas (Reino Unido). O objetivo era perseguir e prender Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda e possível mentor dos ataques terroristas de 11/09, e derrubar o governo dos Talibãs (Mulá Omar) que apoiava este grupo terrorista. Os Talibãs foram derrotados em 2001. Os EUA colocou no poder um aliado com a incumbência de reconstruir a nação e instaurar a democracia (Hamid Karzai, no poder desde 2001), marcada pela rivalidade entre as diversidades étnicas e religiosas. Em 2004, o Afeganistão ganhou uma constituição e foi realizada a 1ª eleição, isso não impediu os conflitos, pois as ações são realizadas por grupos contrários ao governo.
Os principais conflitos político-militares em andamento no século XXI - parte 3 - Israel x Palestina
Os principais conflitos político-militares em andamento no século XXI
No mundo pós Guerra Fria, conflitos étnicos e religiosos, disputas por riquezas naturais, lutas separatistas e atentados terroristas comprometem em diversas nações e ameaçam a segurança internacional. Após o fim da Guerra Fria, a perda do patrocínio norte-americano e soviético obrigou guerrilhas a buscar novas formas para custear a luta armada. A globalização com a liberalização do comércio e a facilidade de comunicação com novas tecnologias permitiu um maior fluxo de dinheiro sujo obtidos por práticas ilegais (tráfico de drogas e comércio de pedras preciosas). Milícias armadas (guerrilhas) financiam suas atividades (exércitos, armas, munições, treinamento, etc.) com a produção e o comércio da cocaína, ópio, maconha ou pela exploração de riquezas naturais em seus domínios.
· Israel x Palestina: Judeus e árabes são povos de cultura milenar. Na Antiguidade, os judeus conseguiram estabelecer um Estado organizado na Palestina (Israel), enquanto os árabes viviam ainda de forma dispersa. A decadência de Israel foi seguida por um conjunto de ocupações estrangeiras e momentos de cativeiro (o domínio dos babilônios levou a primeira diáspora). A última dominação se deu com o Império Romano, no início da Era Cristã (70 d.C.) que pelo general Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus do seu território (segunda diáspora). Os árabes foram unificados em torno do islamismo com os ensinamentos de Maomé na península arábica. No século VII ocorreu a expansão árabe na região ocupando a Palestina (ano 636) e converteram a maioria dos habitantes ao islamismo. Os povos árabes foram reunidos na fundação do Império Otomano (Osman I), a partir de 1299. Após sucessivas invasões a Palestina foi incorporada ao império Turco Otomano por um longo período (1517 a 1917). Ao longo dos séculos os judeus sofreram com várias perseguições, mas mantendo a sua unidade como povo (sem pátria e sem um Estado) em torno da religião e cultura judaica. No século XIX (1897) ressurge a luta pela formação de um Estado judaico com o movimento sionista. Esta ação deu início a migração de judeus para a Palestina nos anos seguintes. O fim do Império Otomano em 1917 sinalizou a transferência da Palestina para a Inglaterra. Nesta época o chanceler britânico Arthur Balfour anunciou o apoio a criação de um Estado judaico e de outro palestino independente (árabes). O fluxo de judeus para a Palestina foi intensificado com o impacto da perseguição aos judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler, a partir de 1933.
No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ocorreu o aumento o apoio internacional à criação de um Estado judaico, após a notícia do massacre de seis milhões de judeus nos campos de extermínio nazistas (holocausto). A recém criada ONU (1945) ficou responsável pela Palestina e aprovou a criação de dois Estados – um para os judeus e outro para os palestinos. “A Partilha da Palestina” favoreceu os judeus em detrimento dos palestinos (70% dos habitantes são palestinos em um território bem menor do que a sua ocupação original em dois territórios distintos – a Faixa de Gaza e a Cisjordânia). A recusa dos palestinos à proposta da ONU deu início a Guerra de Independência de Israel (1948-1949) unindo os países árabes (Egito, Síria, Líbano, Jordânia e Iraque) contra o recém-criado Estado de Israel (1948). A tensão entre palestinos e israelenses só aumentou com novos conflitos (Guerra dos Seis Dias, em 1967 e a Guerra do Yom Kippur, em 1973) que permitiram o aumento do domínio de Israel sobre a Palestina. Paralelamente a isso, os palestinos criaram o seu próprio movimento de luta com a fundação da OLP (Organização para Libertação da Palestina), em 1964. Em 1969 elegeram o grande líder da causa palestina, Yasser Arafat como chefe da OLP. A aproximação dos EUA (principal aliado de Israel) com países árabes (Arábia Saudita, Iraque e Egito) ajudou a esvaziar a defesa da questão palestina. O esvaziamento internacional da causa palestina e das seguidas humilhações provocou em 1987 o surgimento da primeira Intifada (sobressalto ou Guerra das Pedras) provocando violenta repressão das forças israelenses. O massacre de palestinos desgastou a imagem de Israel e despertou o apoio internacional para a causa palestina. Neste contexto de tensão surge a organização islâmica palestina conhecida como Hamas (visto depois como grupo terrorista pelo Ocidente).
A real possibilidade de paz na Palestina teve início no encontro histórico entre os presidentes Primeiro-Ministro de Israel Menachem Begin e o presidente do Egito Anwar Sadat em 1978, em Camp David (EUA). O momento maior, porém ocorreu de outro encontro histórico entre Israel (Itzhak Rabin) e a OLP (Yasser Arafat) firmando o Acordo de Oslo (1993). O acordo estabelecia a retirada das tropas israelenses dos territórios ocupados e ampliando a área da Cisjordânia sob administração dos palestinos. O acordo também reconhece a OLP como um governo legítimo passando a ser chamada ANP (Autoridade Nacional Palestina). Por outro lado, grupos ultranacionalistas e radicais fundamentalistas se opuseram a devolução de territórios palestinos e assassinaram Rabin em 1995. A repercussão do assassinato de Rabin, os impasses na expansão do Acordo de Oslo e a conseqüente formação de um governo de direita fez retornar os conflitos entre israelenses e palestinos. As tentativas de retomar os acordos de paz não obtiveram resultados práticos (Camp David, em 2000 e o Mapa da Paz, em 2003).
A tensão na Palestina aumentou consideravelmente quando o líder do Likud (direita), Ariel Sharon visitou a Esplanada das Mesquitas (set.2000) reafirmando o domínio de Israel na região, mas visto como território sagrado para os árabes. Milhares de árabes protestaram dando início a segunda Intifada (2000-2004) aumentando as ações do exército israelense (governo direitista apoiado pelos fundamentalistas judeus), inclusive com pesados ataques aos palestinos nos territórios ocupados. Neste contexto temendo ataques terroristas sobre seu território Israel manda construir um muro que separa os territórios palestinos de Israel em 2002 (o novo Muro da Vergonha). O conflito persistiu fortemente em 2005 com a oposição israelense a retirada dos colonos judeus da Faixa de Gaza pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, com a destruição dos assentamentos judaicos na região. A eleição do Hamas para o Parlamento palestino, em 2006 é outro capítulo da história recente do conflito. A chegada do Hamas ao poder palestino (indicou o primeiro-ministro palestino, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh) isola a Palestina da comunidade internacional com a oposição dos EUA, União Européia e de Israel. O Ocidente não aceita negociar com o Hamas enquanto este não depuser as armas e reconhecer a existência do Estado de Israel. Após uma tentativa frustrada de aliança política entre a ANP e o Hamas para governar a Palestina, a ANP dissolve o parlamento e restabelece as negociações com o Ocidente. O desfecho cria dois estados palestinos: Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas e a Cisjordânia, controlada pela ANP.
O governo Barack Obama sinaliza com a busca pelo diálogo para a retomada das negociações de paz, mas dificilmente romperá com Israel (principais assessores são defensores de Israel) e nenhuma conquista pela paz foi conseguida até então.
Hoje o processo de paz se mostra um sonho distante de ser concretizado após novos incidentes na região: o anúncio de Israel pela incorporação de áreas palestinas ao seu patrimônio histórico (Túmulo de Raquel e o Túmulo dos Patriarcas – fev. 2010), o ataque do exército israelense contra barcos que levava ajuda humanitária a Faixa de Gaza (maio 2010) e a retomada da construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia. (set. 2010). Neste contexto de desgaste da política israelense inclui-se o fortalecimento do Irã na região com sua oposição a Israel, assim como o crescimento político do grupo radical islâmico Hezbolah no Líbano (após a repercussão negativa para Israel do ataque a este país em 2006).
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Material - Tópicos sobre o Brasil (Ed. Infantil, CVM e INSS)
Fluxo Migratório
Caracterização do fluxo migratório:
Migrante: aquele que se desloca para outro local e região; Emigrante: aquele que sai da sua cidade ou região de origem; Imigrante: aquele chega a uma nova cidade ou região;
Tipos de fluxo migratórios:
· Naturais – como a desertificação de um local, secas prolongadas, inundações, terremotos. No Brasil podemos lembrar as secas prolongadas que ocorrem no Sertão.
· Políticas/religiosas – incluindo guerras civis, revoluções, perseguições religiosas, conflitos separatistas, discriminação com violência (racismo).
· Econômicas – são as de maior importância no caso das migrações internas no Brasil. Inclui a decadência econômica de uma região e o crescimento de outra.
MIGRAÇÕES NO BRASIL
· Êxodo rural – envolve o deslocamento do campo (área de emigração) para a cidade (área de imigração). Ocorre desde a década de 1940, com maior intensidade nos anos 60 e 70. Posteriormente diminui de intensidade, mas ainda é um dos mais importantes movimentos no Brasil. A população sai do campo devido à falta de empregos, baixos níveis salariais, concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, modernização agrícola, falta de infra-estrutura na zona rural. Representa uma mão-de-obra sem qualificação que vai enfrentar uma dura realidade nas cidades, como a feroz competição pelo mercado de trabalho. As expectativas são frustradas logo no início e boa parte desses migrantes vai engrossar as estatísticas dos excluídos sociais das favelas, cortiços e loteamentos irregulares.
· Transumância – movimento temporário em que, terminada a causa que motivou a saída do migrante, ele retorna ao local de origem. Alternância das estações climáticas é o exemplo característico sendo, assim, um movimento sazonal. Exemplo: sertanejo que, durante a época das secas, deixa o Sertão e se dirige para a Zona da Mata, voltando para sua pequena propriedade no Sertão quando volta a chover nessa área, retomando suas atividades de subsistência.
OBS) A saturação das metrópoles do Sudeste tem provocado até um retorno dos nordestinos à sua região.
· Migrações intra-regionais – são aqueles que ocorrem entre os estados de uma mesma região. Os movimentos de curta distância apresentaram uma intensificação nos anos 90. Destacam-se como centros de atração mais recentes os estados de Tocantins, Goiás, Amapá e Maranhão. Observamos também um menor crescimento populacional nas metrópoles de várias regiões metropolitanas e um maior crescimento nos municípios periféricos a essas capitais, até mesmo fora das regiões metropolitanas. Os municípios de médio porte médio têm obtido um crescimento mais expressivo.
· Migrações inter-regionais – envolvem o deslocamento de uma região brasileira para outra. É tradicional o deslocamento de nordestinos para o Sudeste (atraídos pelo mercado de trabalho, pela industrialização e construção civil, além do melhor padrão de vida nas metrópoles do Sudeste). Precisamos também ressaltar o deslocamento de sulistas para o Centro-Oeste e Amazônia acompanhando a expansão das fronteiras agrícolas brasileiras. Na década de 1990 esses movimentos inter-regionais diminuem de intensidade. A saturação das metrópoles do Sudeste tem provocado até um retorno dos nordestinos à sua região.
URBANIZAÇÃO
A urbanização no Brasil tem se mostrado intensa, rápida e desordenada, trazendo uma série de conseqüências negativas, especialmente nas grandes regiões metropolitanas:
Saturação da infra-estrutura urbana – faltam escolas, creches, postos de saúde, hospitais, saneamento básico, rede de água tratada, asfalto e iluminação pública, além do transporte coletivo urbano dentro da imensidão populacional. Observa-se que a infra-estrutura, apesar de existente e complexa, não consegue atender uma população muito grande e crescente. A expansão dessa infra-estrutura não acompanha o ritmo de crescimento populacional.
Crescimento de favelas, cortiços e loteamentos irregulares – a falta de habitações, a especulação imobiliária e o baixo nível de renda dos habitantes empurram parte considerável dos moradores nas regiões metropolitanas para habitações precárias. As favelas são encontradas tanto em áreas centrais como periféricas nas grandes cidades, os cortiços em áreas centrais, em antigos casarões ou prédios semi-abandonados, e os loteamentos irregulares em áreas desvalorizadas, muitas vezes com riscos de enchentes ou de desmoronamentos de encostas. Localizam-se em áreas periféricas, por vezes em áreas de mananciais, ao redor de represas, contribuindo para graves problemas ambientais urbanos.
Aumento do desemprego e subemprego – ocorrem porque o próprio mercado de trabalho nessas áreas urbanas está saturado. O subemprego pertence à economia informal, atividades que não tem registro, funcionam fora do controle tributário do Estado (não pagam impostos) e não oferecem os direitos trabalhistas (um vendedor ambulante não tem a garantia de férias e descanso semanal remunerado, ou décimo terceiro salário, aposentadoria...);
Aumento dos índices de criminalidade urbana – evidentemente as causas desse problema são complexas e as formas de atuação para sua diminuição também. Os itens relacionados acima contribuem para a ocorrência desse problema (atenção: não estamos dizendo que o morador de favela está propenso à criminalidade – não generalize, não reforce estereótipos falsos – apenas devemos lembrar que a forma de ocupação do solo urbano em favelas, cortiços, favorece a instalação de grupos pertencentes ao crime organizado). Muitos fatores que levam à criminalidade são sociais como o baixo nível de renda, um Estado pouco atuante na área de atendimento social, a falta de empregos, de lazer, de uma qualidade de vida mini decente.
Agravamento dos problemas ambientais urbanos – incluí-se o desmatamento excessivo, a erosão do solo urbano, o assoreamento dos rios, a contaminação desses rios e represas com esgotos ou lixo depositado em locais inadequados (a falta de tratamento do lixo produzido na área urbana já constitui um problema ambiental), a poluição atmosférica que vai provocar as chuvas ácidas, o fenômeno da ilha de calor, os problemas de saúde durante uma inversão térmica, e as poluições sonora, visual e eletromagnética.
Migrações no Brasil: povo brasileiro marcado pela diversidade de grupos sociais e etnias (presença de europeus: colonização e trabalho livre imigrante; índios: população nativa; e negros: uso como mão-de-obra escrava).
Movimentos migratórios internos:
Região Centro-Oeste: maior número de imigrantes de outras regiões (36,5%). Melhoria da infra-estrutura, investimento em tecnologia; expansão da atividade pecuária (junto com o Norte: + de 50% da produção nacional), de grãos e do algodão.
Região Nordeste: maior número de migrantes, contudo revela crescimento econômico (melhoria da infra-estrutura e incentivos fiscais = aumento das indústrias).
Distrito Federal (51%) e Rondônia (46%): maior número de imigrantes por Unidade Federativa.
Concentração urbana: migração em massa das áreas rurais provocada pela falta de trabalho e de condições econômicas adequadas para produzir e viver no campo. A expansão do crescimento urbano contribui para a ampliação das cidades de grande porte e das megalópoles e o surgimento da conurbação (união entre cidades devido a concentração econômica e da população em uma mesma região: regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo).
Centros Urbanos: consumo de energia em larga escala (eletricidade, aquecimento e refrigeração), expansão da frota veicular colaboram para riscos de apagões (2001) e aquecimento global (excessiva emissão de CO²); ampliação do sistema de moradias (apartamentos) e comércio (shopping centers). O Brasil possui nove milhões de negros analfabetos de 14,2 milhões no total.
Principal fator motivador:
· Atividades econômicas (ocupação no mercado de trabalho e melhores salários): entradas e bandeiras (ocupação do Sul, Centro-Oeste e Norte – século XVII); ciclos da mineração (ocupação de MG, GO e MT – século XVIII) e do café (interior do RJ; SP e PR – século XIX); desenvolvimento industrial (eixo RJ-SP; anos 50 em diante – século XX) e diversificação e desenvolvimento econômico no interior com a construção de Brasília (1960) e a expansão da fruticultura e da migração de indústrias (Nordeste – século XX e XXI) e do agronegócio (Centro-Oeste – século XX e XXI) e do extrativismo vegetal e mineração (Norte – século XXI).
· Concentração no Sudeste: concentração das indústrias e empresas, maior infra-estrutura e prestação de serviços, educação, saúde e lazer. Além da possibilidade de alocação no mercado dado a diversidade de oportunidades (geração de emprego, melhores níveis salariais e melhoria do padrão de vida).
· O número de idosos cresce (pessoas com mais de 60 anos de idade): passou de 14,8 milhões, em 1999, para 21,7 milhões, em 2009. O dado, divulgado nesta sexta-feira (17), faz parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 e retrata a tendência de envelhecimento da população brasileira.
· A queda na proporção de jovens: também contribui para o envelhecimento da população brasileira. Enquanto, em 1999, a proporção de pessoas com até 19 anos na população total era de 40,1%, em 2009 esta participação diminuiu para 32,8%. Segundo o IBGE, a redução da população de crianças e jovens e o consequente aumento da população adulta e idosa estão associados à queda continuada dos níveis de fecundidade e ao aumento da esperança de vida.
Distribuição territorial da população; urbanização e metropolização
e Transformações demográficas recentes
O Brasil, Terra de Contrastes: O Brasil possui um território de 8.514.215,3 km². É o quinto maior país do mundo (atrás de Rússia, Canadá, China e Estados Unidos), a quinta maior população mundial (atrás de China, Índia, Estados Unidos e Indonésia) e é a oitava economia do mundo (com um PIB de US$ 1,797 bilhões; atrás de EUA, China, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido), mas ocupa a 73ª posição entre 169 países (PNUD 2010), ou seja, fortes desigualdades sociais e má distribuição da riqueza nacional.
Concentração urbana: 190.732.694 de habitantes (crescimento de 12,3% ou 20.933.054 pessoas referente censo 2000) com 84,35% de pessoas morando nas cidades (ampliação da urbanização) contra 15,65% da população na zona rural (apenas nove municípios com mais de 90% da população vivendo no campo e apenas um com 100%). Densidade populacional de 22,4% com fortes variações entre as regiões.
ü Região Sudeste: maior população (80.353.724 habitantes ou 42% dos habitantes do Brasil), maior densidade demográfica (87,5 hab./km², com concentração no RJ e em SP), mais rica e desenvolvida do país (maior PIB, renda per capita e 2° IDH do Brasil), maior índice de urbanização (92,2%.) e que ocupa apenas 10,85% do território nacional. São Paulo é o estado mais populoso (41.252.160 habitantes). Os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais representam 40,28% de toda a população do país, mas com índice de crescimento reduzido (10,92%).
ü Regiões Norte: 2ª menor população (15.875.578 habitantes ou 8,1% da população brasileira), menor densidade demográfica (3,9 hab./km²) e a menor taxa de urbanização (77,9%), mas é a região que mais cresce no Brasil (22,98%) e que ocupa a maior área do território nacional (45,2%). Roraima é o estado menos populoso do país (451.227 habitantes), mas o Amapá é o estado brasileiro que mais cresceu (40,18%).
ü Região Centro-Oeste: menor população (14.050.340 habitantes ou 7,4% da população brasileira), segunda maior área (1.612.077,2 km² ou 18,9% do território nacional), região que mais abriu espaços para o povoamento no Brasil (taxa de crescimento: 20,74%), taxa de urbanização em elevação (87,9%).
ü OBS) Regiões Centro-Oeste (6,9% para 7,4%) e Norte (7,6% para 8,3%) apresentam taxa de crescimento maior da população. O que apresenta um desestímulo na permanência na região Sudeste e atração econômica na Região Norte e Nordeste.
ü Região Nordeste: terceira maior área (1.556.001 km² ou 18,2% do território nacional) e segunda maior população (53.078.187 habitantes ou 8,1% da população brasileira); região mais pobre do Brasil, de menor renda per capita; pior IDH do Brasil. Maior número de analfabetos do país.
ü Região Sul: menor área (575.316 km² ou 6,75% do Brasil), terceira maior população (27.384.815 de habitantes ou 14,4% da população brasileira) maior expectativa de vida e maior IDH do Brasil.
§ Perfil da População Brasileira: Crescimento menor (queda na fecundidade) e aumento do tempo de vida (73 anos) justificado pela melhoria das condições de vida (alimentação, água tratada, esgoto, remédios e assistência médica, vida saudável e avanços na educação). O resultado indica o envelhecimento da população e aumento do custeio do Estado (aumento das aposentadorias) com a redução da população juvenil.
§ Cresce o número de mulheres em relação a homens (de 96,9% para 95,9% de homens para 100% das mulheres), ou seja, existem 3,9 milhões de mulheres a mais do que homens. Crescimento da população adulta com alto grau de instrução (11 anos ou mais: de 28,1% para 47,2% da PEA acima de 18 anos): população jovem mais interessada e concluir o ensino médio (Sudeste), mas com distorções (Norte: 39,1% e Nordeste: 39,2% vivem baixo índice de escolaridade). Norte e Nordeste estão inferiores ao Sudeste em 1999 (42,1%) e mais ainda de hoje (60,5%). Por outro lado, cresce o número de mão-de-obra qualificada que se transfere para as regiões Norte e Centro-Oeste do país. Aumento do nível de escolaridade: exigência do mercado de trabalho.
Organização Política e Territorial do Brasil de Hoje
O Brasil Político: Conforme estabelece a Constituição Federal de 1988 o Brasil é uma República Federativa de caráter presidencialista. A federação brasileira é composta por 26 estados e um Distrito Federal, juntos compõem a União. O sistema político é baseado na atuação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nas esperas federal, estadual e municipal. Brasil: Estado laico. Voto: direto, secreto e universal.
Os Poderes no Brasil:
1) Executivo: chefiado pelo presidente da República (chefe de governo e do Estado) eleito pelo voto direto e apoiado por ministros nomeados por ele (no âmbito estadual e municipal prevalece o mesmo entendimento com o governador e o prefeito e seus respectivos secretários, para cada estado e município, respectivamente). Mandato: quatro anos com direito a uma reeleição.
2) Legislativo: no Brasil é bicameral (Câmara dos Deputados – 513; e Senado Federal – 81). Nos estados (assembléia legislativa) e municípios (câmara dos vereadores) o sistema é unicameral. Mandato: 4 anos sem limite para reeleição.
3) Judiciário: dividida em Justiça Federal Comum (tribunais e juízes federais) e a Justiça Federal Especializada (Justiça Eleitoral, Militar e do Trabalho). Na Justiça Comum: STF ð STJ ð TRFs; TJs e Turmas Recursais Federais ð Juízados Federais; Varas Federais e Estaduais. Na Justiça Especializada (TST, TSE e STM ð TRTs, TREs e TJMs (no RJ, SP e RS, nos demais estados: 2ª instância da JM) ð Varas do Trabalho, Juntas Eleitorais e Auditorias Militares). Funções essenciais da Justiça: Ministério Público; Advocacia Pública e Defensoria Pública. Judiciário: ingresso por concurso e promoção por antiguidade e exercício de funções. Não existe poder judiciário na espera municipal (juízes de 1ª instância são o primeiro nível da Justiça e fazem parte do Poder Estadual).
OBS) Tribunal de Contas: organismos auxiliares do Poder Legislativo (julga os gastos feitos pelo poder público estadual e municipal). O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha a aplicação de recursos pela esfera federal. Os Tribunais de Contas atuam em conjunto com o Ministério Público.
ð Distorção Parlamentar: hoje os deputados federais estão representados em seus estados de forma desproporcional. Desde 1978 (Pacote Abril), a definição das cadeiras da câmara por habitantes e não por eleitores. Esta situação vem causando uma distorção crescente na representação e no próprio exercício da democracia já que o número de deputados por estado pode variar entre oito e 70 deputados.
ð Reforma Política: Vem sendo constantemente adiada, mas foi aprovado uma reforma eleitoral que estabelece novas regras para as eleições em 2010: identificação do eleitor (título com documento com foto); liberdade para campanha pela internet e mensagens eletrônicas; debates eleitorais com acordo de 2/3 dos candidatos; proibição de propaganda em muros e outdoors.
Diversidade cultural da sociedade brasileira
As três raças básicas formadoras da população brasileira são o negro, o europeu e o índio, em graus muito variáveis de mestiçagem e pureza. A miscigenação no Brasil deu origem a três tipos fundamentais de mestiço: Cabloco = branco + índio; Mulato = negro + branco; Cafuzo = índio + negro.
A cultura brasileira reflete os vários povos que constituem a demografia desse país sul-americano: indígenas, europeus, africanos, asiáticos, árabes etc. Como resultado da intensa miscigenação e convivência dos povos que participaram da formação do Brasil surgiu uma realidade cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas.
Cultura pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo que incluem a literatura, a escultura, a arquitetura e artes decorativas.
Cultura pode ser definida como o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, pensamento e arte de um povo que incluem a literatura, a escultura, a arquitetura e artes decorativas.
A origem da cultura brasileira formou-se durante os séculos de colonização, quando ocorre a fusão primordial entre as culturas dos indígenas, dos europeus, especialmente portugueses, e dos escravos trazidos da África subsahariana. A partir do século XIX, a imigração de europeus não-portugueses e povos de outras culturas, como árabes e asiáticos, adicionou novos traços ao panorama cultural brasileiro. Também foi grande a influência dos grandes centros culturais do planeta, como a França, a Inglaterra e, a pouco EUA, países que exportam hábitos e produtos culturais para o resto do globo.
No Nordeste, a cultura é representada através de danças e festas de originária dos povos que se reuniu como o bumba meu boi, maracatu, caboclinhos, carnaval, ciranda, coco, reisado (portugueses), frevo (carnaval nordestino)., cavalhada e capoeira (africana). Festas típicas como a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim (BA) A culinária típica é representada pelo sarapatel, buchada de bode, peixes e frutos do mar, arroz doce, bolo de fubá cozido, bolo de massa de mandioca, broa de milho verde, pamonha, cocada, tapioca, pé de moleque, entre tantos outros. A cultura nordestina também está presente no artesanato de rendas e na literatura de cordel.
O Centro-oeste brasileiro tem sua cultura representada pelas Cavalhadas e Procissão do Fogaréu, no Estado de Goiás, o Cururu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A culinária é de origem indígena, e recebe forte influência da culinária mineira e paulista. Os pratos principais são: galinhada com pequi e guariroba, empadão goiano, pamonha, angu, cural, os peixes do Pantanal - como o Pintado, Pacu e Dourado.
As representações culturais no Norte do Brasil estão nas festas populares como o Círio de Nazaré, Festival de Paratins a maior festa do boi-bumbá do país. A culinária apresenta uma grande herança indígena, baseada na mandioca e em peixes. Pratos como otacacá, pirarucu de casaca, pato no tucupi, picadinho de jacaré, mussarela de búfala. As frutas típicas são: cupuaçu, bacuri, açaí, taperebá, graviola, buriti.
No Sudeste, várias festas populares de cunho religioso são celebradas no interior da região. Festa do Divino, festejos da Páscoa e dos santos padroeiros, com destaque para a peregrinação a Aparecida (SP), congada, cavalhadas em Minas Gerais, bumba meu boi, carnaval, peão de boiadeiro. A culinária é muito diversificada, os principais pratos são: queijo minas, pão de queijo, feijão tropeiro, tutu de feijão, moqueca capixaba, feijoada, farofa, pirão, etc.
Na Região Sul apresenta aspectos culturais dos imigrantes portugueses, espanhóis e, principalmente, alemães e italianos. Algumas cidades ainda celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Festa da Uva (cultura italiana) e a Oktoberfest (cultura alemã), o fandango de influência portuguesa e espanhola, pau de fita e congada. Na culinária estão presentes: churrasco, chimarrão, camarão, pirão de peixe, marreco assado, barreado (cozido de carne em uma panela de barro) e vinho.
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